Chuvas no Chile causam mortes e atingem mais de 1.500 residências
Governo de Valparaíso declara alerta vermelho devido a tempestades e riscos de deslizamentos.
As tempestades que atingem o Chile desde a tarde de quarta-feira já resultaram em pelo menos quatro mortes. O subsecretário do Interior confirmou o novo balanço na sexta-feira.
A quarta vítima era da região de Valparaíso, onde o governo declarou alerta vermelho devido ao alto risco de enxurradas e deslizamentos de terra. Aproximadamente 1.595 casas foram afetadas pelas chuvas, ressacas e ventos que impactam dez das dezesseis regiões do país.
As circunstâncias das três primeiras mortes foram detalhadas pelas autoridades. Uma das vítimas faleceu após a queda de uma árvore durante a remoção de escombros em uma rodovia. Outra caiu de um telhado enquanto limpava calhas, e a terceira vítima morreu por descarga elétrica em um poste de energia.
Na quinta-feira, mais de meio milhão de pessoas ficaram sem luz em todo o país. O Ministério de Minas e Energia informou que cerca de 590.824 clientes estavam sem fornecimento de energia elétrica, representando 7,3% do total nacional.
Segundo uma nota divulgada na noite de sexta-feira, esse número havia diminuído para 476.833 clientes sem fornecimento, o que equivale a 5,9% do total de clientes.
Na região do Biobío, a cerca de 500 km da capital Santiago, a ressaca do mar inundou casas próximas ao litoral. Pertences foram encontrados espalhados pelas ruas da área residencial afetada. Dezenas de portos precisaram restringir operações preventivamente devido à ressaca e aos ventos que superaram os 100 km/h.
Resposta do governo
O presidente mobilizou equipes de emergência em várias regiões para mitigar os danos. Além disso, o governo decretou a suspensão das aulas em nove regiões afetadas na sexta-feira.
As condições climáticas adversas devem persistir pelo menos até domingo.
