Crescimento da arroba do boi na semana gera questionamentos sobre sustentabilidade do movimento, apontam analistas
Mercado físico do boi gordo apresenta aquecimento nas negociações esta semana.
O mercado físico do boi gordo registrou um aumento significativo nas negociações ao longo da semana. Frigoríficos estão intensificando suas compras de gado, visando aumentar suas escalas de abate.
De acordo com analistas, a demanda crescente por gado poderá influenciar a programação das indústrias, embora a real capacidade de manutenção dessa demanda ainda seja incerta.
A situação das exportações, especialmente para a China, é um fator relevante, uma vez que houve um esgotamento precoce da cota de embarques, limitando a quantidade de carne bovina que pode ser exportada.
Tendências para os próximos meses
O coordenador de inteligência de mercado de uma consultoria especializada aponta que os preços da arroba devem se elevar de forma mais acentuada nos próximos meses, à medida que a indústria nacional se prepara para atender às exigências do mercado chinês em 2027.
A recente recuperação de preços pode estar relacionada a um equilíbrio na oferta, além de preparativos para a demanda esperada na virada do mês no mercado interno.
Outros mercados também demonstram maior interesse nas compras de carne brasileira, embora não consigam suprir completamente a demanda da China. Contudo, essa diversidade pode ajudar a equilibrar a balança comercial.
O mercado dos Estados Unidos também sinalizou uma postura favorável ao Brasil, ao não aplicar tarifas adicionais sobre a carne bovina, diferentemente do que ocorreu no ano anterior.
As previsões apontam que o preço da arroba pode alcançar cerca de R$ 370 no último trimestre, conforme indicado pelos contratos futuros já negociados.
Média da arroba do boi
Os preços da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de julho:
- São Paulo (Capital): R$ 330, valor estável em relação à semana anterior.
- Goiás (Goiânia): R$ 320, um avanço de 1,59% sobre os R$ 315 da semana anterior.
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 310, sem alteração em comparação à semana anterior.
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, um aumento de 1,56% em relação aos R$ 320 anteriores.
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, sem mudanças em relação ao fechamento da semana passada.
- Rondônia (Vilhena): R$ 310, uma queda de 1,59% comparado aos R$ 315 anteriores.
Mercado atacadista
No mercado atacadista, os preços apresentaram variações mistos durante a semana. O ambiente de negócios sugere uma redução na sustentação dos preços, à medida que o impacto dos salários na economia diminui.
Adicionalmente, a carne bovina está enfrentando crescente concorrência de outras proteínas, que estão mostrando sinais de fraqueza, especialmente a carne de frango.
- Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo, uma queda de 5,00% em relação aos R$ 20,00 da semana anterior.
- Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo, um aumento de 1,96% em comparação aos R$ 25,50 da semana anterior.
Exportações de carne
As exportações de carne bovina do Brasil geraram US$ 668,099 milhões em julho, em apenas oito dias úteis, com uma média diária de US$ 83,512 milhões.
A quantidade total exportada até agora é de 104,664 mil toneladas, com um preço médio da tonelada em US$ 6.382,20.</
