Brasil ocupa a segunda posição entre os maiores usuários de GenAI no mundo, revela Pipefy

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Relatório revela desafios da inteligência artificial na América Latina

Um novo relatório destaca o contraste na digitalização da América Latina, onde, apesar de o Brasil ser o segundo maior usuário global de inteligência artificial generativa, o país enfrenta dificuldades em transformar esse uso em valor corporativo estruturado, ocupando a 58ª posição em adoção empresarial profunda.

A pesquisa aponta que a região passa por um fenômeno de “leapfrogging tecnológico”, que permite a adoção direta de soluções mais avançadas, como demonstrado pela implementação do Pix e do mobile banking, evitando etapas intermediárias de desenvolvimento.

As organizações latino-americanas, ao não possuírem décadas de sistemas legados rígidos, têm a oportunidade de adotar a orquestração agêntica, utilizando inteligência artificial para coordenar processos inteiros, ao invés de apenas tarefas isoladas.

O relatório também menciona que, em 2026, o mercado poderá enfrentar o que é denominado “abismo da desilusão” da IA, onde o entusiasmo inicial se esfria devido à dificuldade de gerar retorno financeiro verdadeiro.

Embora 78% das organizações já utilizem IA de alguma forma, a maioria reporta que menos de 5% do lucro operacional (EBIT) corporativo é proveniente dessa tecnologia. Apenas 25% das empresas conseguiram levar mais de 40% de seus experimentos de IA à fase de produção.

O diferencial das empresas que se destacam em IA está no redesenho completo dos fluxos de trabalho, em vez de simplesmente adicionar inteligência artificial a processos existentes. A solução para um melhor retorno sobre investimento (ROI) não reside apenas em novos modelos de linguagem, mas na criação de uma arquitetura de orquestração que atue sobre sistemas já consolidados, como SAP, Salesforce e Microsoft 365.

O estudo apresenta casos de empresas que implementaram essa abordagem com sucesso. A Puma, por exemplo, conseguiu reduzir o processo de onboarding de 20 dias para uma execução automatizada com 90% de acurácia, economizando 1.200 horas em seis meses.

A Roca também se destacou, economizando 1.200 horas em processos de RH e reduzindo o esforço de onboarding em 640 horas. O Banco Sofisa centralizou solicitações com 95% de cumprimento de acordos de nível de serviço (SLA) e passou a gerar relatórios em menos de cinco minutos.

De acordo com a pesquisa, há uma janela de 12 a 18 meses para que as empresas latino-americanas consolidem sua vantagem competitiva antes que players globais consigam adaptar suas soluções às complexidades regulatórias e fiscais da região.

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