Tempestades afetam cafezais e produtores no interior de SP apressam colheita para proteger safra

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Temporais afetam cafezais e produtores correm contra o tempo para salvar a safra.

As recentes instabilidades climáticas, marcadas por chuvas intensas, ventos fortes e granizo, têm causado sérios danos às lavouras de café, especialmente na região de Garça, São Paulo.

As tempestades resultaram na queda de grãos dos galhos, que ao entrarem em contato com o solo úmido, comprometem a qualidade do produto e atrasam o processo de colheita.

Produtores locais reportam perdas significativas, com alguns chegando a perder quase 50% da safra antes mesmo de sua conclusão. Um exemplo é o produtor que administra uma plantação de 370 mil pés de café, que já contabiliza 40% da produção no chão.

Além disso, a desvalorização dos grãos que tocaram o solo representa um impacto financeiro considerável. Estima-se que o prejuízo para esse produtor pode chegar a R$ 700 mil, com uma perda de R$ 400 por saca afetada.

A situação é semelhante para outros cafeicultores da região, como uma produtora que também prevê uma perda de 40% em seus 450 hectares cultivados. O cultivo em sequeiro, que depende exclusivamente da água das chuvas, acentua ainda mais os desafios enfrentados.

Para minimizar os danos, os cafeicultores têm intensificado o uso de maquinário para a colheita, buscando recuperar o máximo de grãos possível antes da chegada de novas frentes frias. Em situações críticas, a colheita manual tem sido adotada como uma alternativa emergencial.

Embora essa abordagem manual seja mais demorada e custosa, ela se tornou a única opção viável para salvar os grãos maduros que resistiram às intempéries.

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