Flávio Bolsonaro dispensa segurança da PF em campanha eleitoral por receio de infiltrações
Flávio Bolsonaro dispensa proteção da Polícia Federal em sua campanha eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, anunciou que não utilizará a segurança da Polícia Federal durante a campanha eleitoral. Ele expressou sua desconfiança em relação à atual direção da corporação, liderada por Andrei Passos Rodrigues, e mencionou o risco de ter “infiltrados” em sua equipe.
Em suas redes sociais, Flávio afirmou: “Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha.” Essa decisão reflete uma preocupação com a integridade de sua equipe e a segurança de sua candidatura.
Além de renunciar à proteção da PF, o senador solicitou que os agentes fossem redirecionados para investigar fraudes relacionadas a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele criticou a falta de investigações sobre Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Flávio Bolsonaro enfatizou a importância de investigar o que considera um roubo contra os aposentados, afirmando que deseja contribuir para que os recursos desviados durante o governo Lula sejam devolvidos aos beneficiários do INSS. Ele já tem recebido segurança particular e utiliza colete à prova de balas em compromissos públicos.
A Polícia Federal, por sua vez, está se preparando para iniciar uma operação de proteção aos candidatos à Presidência nas eleições de 2026. A operação, que começará na próxima segunda-feira, contará com até 458 servidores, veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba, com um orçamento estimado em R$ 95 milhões.
A proteção será ativada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias, que ocorrerão entre esta segunda-feira e 5 de agosto, com o registro de candidaturas se estendendo até 15 de agosto. A estrutura da PF foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas, com equipes especializadas em todos os estados, garantindo acompanhamento contínuo das agendas de campanha.
A corporação assegura que os critérios técnicos para a alocação de recursos e efetivo serão aplicados de forma equitativa a todas as candidaturas, levando em consideração o nível de risco de cada uma.
