KPMG prevê que IA continuará a atrair investimentos mesmo em tempos de recessão

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Investimentos em inteligência artificial seguem em alta, mesmo com incertezas econômicas.

Os investimentos globais em inteligência artificial estão se mantendo robustos, mesmo diante da possibilidade de uma recessão econômica. Uma pesquisa recente revelou que 74% dos líderes empresariais consideram a tecnologia uma prioridade estratégica, independentemente do cenário econômico adverso.

Além disso, 64% das organizações já estão colhendo resultados significativos com a implementação de IA. No entanto, um número reduzido de empresas consegue expandir essas iniciativas de forma consistente e capturar valor em uma escala mais ampla.

A pesquisa abrangeu empresas de 20 países, analisando como estão investindo e implementando a inteligência artificial. Aproximadamente 75% dos executivos entrevistados pertencem a organizações com receitas anuais superiores a US$ 1 bilhão.

Os dados indicam um forte interesse pela tecnologia, mas também evidenciam obstáculos que dificultam a transformação desses investimentos em ganhos sustentáveis para os negócios.

Os resultados mostram que o mercado já avançou além da fase de experimentação em muitos casos. Contudo, ainda há uma lacuna considerável entre o investimento em IA e a obtenção de valor real e sustentável. As empresas que progridem são aquelas que encaram a IA como uma transformação abrangente, em vez de uma simples camada tecnológica adicional.

O estudo ainda identificou uma crescente disparidade entre as organizações que se destacam como “empresas líderes em IA” e as demais. Esse grupo representa cerca de 11% da amostra total.

Uma das principais diferenças entre esses líderes é a adoção mais ampla e integrada de agentes de IA. Nas empresas que se destacam, esses sistemas não se restringem à automação de tarefas, mas também são utilizados para coordenar fluxos de trabalho, apoiar a tomada de decisões e antecipar riscos.

A transformação impulsionada pela IA vai além da tecnologia; trata-se de uma ferramenta de eficiência. As empresas que estão à frente entenderam que é necessário preparar tanto as tecnologias quanto as equipes para trabalhar com esses novos sistemas, desenvolvendo habilidades como pensamento crítico, adaptabilidade e capacidade analítica. Sem essa preparação, o potencial da IA não se concretiza.

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