Brasileiros identificam sintomas de câncer, mas adiam busca por atendimento médico
Oito em cada dez brasileiros reconhecem a gravidade dos sintomas do câncer colorretal, mas 40% não buscam atendimento imediato.
Uma pesquisa recente revela que 80% da população brasileira reconhece a seriedade dos sintomas associados ao câncer colorretal, mesmo entre aqueles sem histórico familiar da doença. Este dado foi divulgado pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus.
Entre os entrevistados, 42% consideram como “muito graves” sinais como sangue nas fezes ou alterações no funcionamento intestinal que persistem por mais de um mês. Para aqueles que têm familiares ou amigos que enfrentaram a doença, essa percepção de gravidade aumenta para 44%.
Embora 67% dos brasileiros reconheçam que a presença de sangue nas fezes ou mudanças intestinais prolongadas podem ser indicativos de câncer, apenas 24% expressam uma concordância forte com essa afirmação. A maioria, 43%, mostra uma concordância moderada.
REAÇÃO AOS SINTOMAS
Entre os 9% que relataram ter percebido sangue nas fezes, 59% buscaram atendimento médico imediatamente. No entanto, 40% não tomaram essa atitude.
Dentre aqueles que não procuraram ajuda imediata, 19% simplesmente aguardaram que o sintoma desaparecesse, enquanto 10% esperaram dias ou até semanas antes de buscar um médico. Outros 7% tentaram remédios caseiros ou mudaram sua dieta, 3% procuraram medicamentos em farmácias por conta própria, e 1% fez pesquisas na internet antes de buscar orientação profissional.
Em fevereiro de 2026, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projetou cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal no Brasil para o triênio de 2026 a 2028, destacando a importância da conscientização e do diagnóstico precoce.
METODOLOGIA
A pesquisa intitulada “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos” foi realizada pela Nexus, por meio de entrevistas presenciais com 2.015 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil.
A coleta de dados ocorreu entre 25 e 30 de junho de 2026, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um intervalo de confiança de 95%.
