Daniella, cotada para vice de Flávio, afirma que mulheres não são vítimas
Programa Brasil por Elas visa fortalecer a autonomia feminina no Brasil.
Durante uma transmissão ao vivo, Daniella Marques, integrante do núcleo de economia da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, destacou a importância das mulheres como protagonistas nos lares brasileiros e defendeu a autonomia feminina.
O programa Brasil por Elas, criado na pré-campanha do senador, foi fundamentado em indicadores sociais e econômicos que refletem a realidade das mulheres no Brasil. A proposta visa promover a autonomia das mulheres através da inclusão digital, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.
Daniella enfatizou que as mulheres não devem ser vistas como vítimas, afirmando que elas possuem uma força inegável. “Mulheres não são vítimas da sociedade. Quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa”, declarou, reforçando a ideia de empoderamento feminino.
Em uma entrevista anterior, Daniella já havia abordado a necessidade de políticas públicas que priorizem a liberdade econômica, o empreendedorismo e a segurança das mulheres, em vez de perpetuar um discurso de vitimização.
A ex-presidente da Caixa ressaltou que mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mulheres ou tem nelas a principal fonte de renda. Dados do IBGE indicam que as mulheres dedicam em média 10 horas semanais a mais do que os homens em afazeres domésticos e cuidados com crianças e idosos, o que, segundo ela, limita suas oportunidades de qualificação e trabalho.
Ela também mencionou que esse trabalho não remunerado, denominado de “economia do cuidado”, representa cerca de 8,5% do PIB brasileiro. Para Daniella, é fundamental que as políticas públicas reconheçam essa realidade e utilizem tecnologia para facilitar o acesso das mulheres a serviços públicos e oportunidades de emprego.
Além disso, Daniella criticou o PT, afirmando que o partido utiliza um discurso de proteção às mulheres para se apresentar como seu principal representante político. Essa narrativa, segundo ela, sugere que as mulheres identificadas com a direita seriam “submissas”, enquanto a esquerda monopoliza a defesa das pautas femininas.
