Nordeste registra aumento de 1,1 milhão de eleitores em quatro anos enquanto Sudeste enfrenta queda

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Sudeste registra queda no número de eleitores, enquanto Nordeste apresenta crescimento significativo.

O Sudeste do Brasil perdeu 378.090 eleitores entre 2022 e 2026, tornando-se a única região a registrar uma diminuição no número de votantes. Apesar dessa queda, a região ainda se destaca como o maior colégio eleitoral do país, com 66,33 milhões de cidadãos aptos a votar nas próximas eleições.

Em contrapartida, o Nordeste se destacou como a região que mais ganhou eleitores no mesmo período, alcançando 43,53 milhões de votantes, um aumento de 1,14 milhão em relação aos 42,39 milhões de 2022.

Essa mudança demográfica pode ser atribuída a características específicas da população brasileira. A região Nordeste possui uma maior proporção de jovens e uma taxa de natalidade mais elevada, enquanto o Sudeste apresenta uma população, em média, mais envelhecida.

Os dados sobre o eleitorado foram divulgados recentemente pelo Tribunal Superior Eleitoral, revelando tendências que podem influenciar o cenário político do país.

A maior quantidade de eleitores no Nordeste pode beneficiar o presidente em exercício em sua busca pela reeleição, uma vez que a região historicamente tende a apoiar candidatos de esquerda. No segundo turno de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 69,34% dos votos entre os nordestinos, em comparação com 30,66% para seu adversário.

Por outro lado, a diminuição no número de eleitores no Sudeste pode ser um desafio para o pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, uma vez que a região é mais inclinada a pautas conservadoras. Na última eleição, Lula não conseguiu vencer no Sudeste, obtendo apenas 45,74% dos votos válidos na segunda rodada, enquanto seu opositor conquistou 54,26%.

Outras regiões do Brasil, como Centro-Oeste, Norte e Sul, também apresentaram um leve aumento no número de eleitores, embora de forma menos significativa em termos absolutos.

O Brasil, em sua totalidade, conta com 158.745.463 eleitores aptos a votar, incluindo 918.876 brasileiros que residem no exterior. Este número de votantes no exterior cresceu 359% desde 2010, quando eram apenas 200.392, e eles têm direito a votar apenas para presidente.

A participação dos eleitores que vivem fora do país poderá ser crucial para as eleições de 2026, já que as últimas pesquisas eleitorais indicam um cenário competitivo.

A queda no número de eleitores no Sudeste é atribuída principalmente ao recuo em São Paulo, onde o número de votantes caiu de 34,7 milhões em 2022 para 34,1 milhões em 2026. Embora Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo tenham registrado aumentos, o saldo negativo da região se manteve.

O eleitorado paulista continua sendo o maior do Brasil, seguido pelos eleitores de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, conforme ilustrado em diversos infográficos.

O envelhecimento da população também é um fator importante a ser considerado. Atualmente, 23,6% dos eleitores têm 60 anos ou mais, o que representa o maior percentual da história. Em 2010, esse número era de apenas 15,3%. A faixa etária de eleitores com menos de 45 anos apresentou uma queda geral, refletindo mudanças demográficas significativas.

Em termos absolutos, o número de eleitores com 60 anos ou mais atingiu 37,5 milhões em 2026, um aumento de 13,9% em relação a 2022. Em contraste, o número de eleitores com 24 anos ou menos caiu para 19,2 milhões, uma redução de 10,5% em relação ao pleito anterior.

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