Setor de máquinas apresenta proposta para mitigar impacto do tarifaço

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Abimaq apresenta propostas ao governo para mitigar impactos de tarifas dos EUA

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) entregou um conjunto de medidas ao governo federal com o objetivo de amenizar os efeitos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante uma reunião realizada com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foram discutidas propostas que incluem a concessão de crédito, incentivos às exportações e modificações no programa Brasil Soberano.

O presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, destacou que as medidas foram organizadas em duas frentes. A primeira busca reduzir o custo Brasil e aumentar a competitividade das empresas. A segunda propõe ajustes no programa Brasil Soberano, criado para apoiar setores impactados pelas tarifas norte-americanas.

Entre as principais propostas apresentadas estão a retomada do Reintegra, que visa a devolução de tributos ao longo da cadeia produtiva, a criação de linhas de crédito para pré-exportação e o diferimento de tributos federais, como IRPJ e PIS/Pasep, para fortalecer o capital de giro das empresas.

Outras sugestões incluem a ampliação das ações da ApexBrasil para abrir novos mercados, a prorrogação dos atos concessórios do drawback para empresas afetadas pelas tarifas e a flexibilização dos critérios de acesso ao programa Brasil Soberano, aumentando o número de empresas beneficiadas e reduzindo as taxas de juros.

Velloso afirmou que essas medidas visam reimplantar iniciativas que já demonstraram eficácia em aumentar as exportações do setor. Ele também defendeu uma ampliação das regras do programa Brasil Soberano para permitir que mais empresas possam ter acesso aos benefícios.

Diversificação das exportações

A Abimaq enfatizou a importância da diversificação dos mercados de exportação, considerando o Canadá, os Emirados Árabes Unidos e o Japão como destinos prioritários para reduzir a dependência das vendas para os Estados Unidos.

A entidade se manifestou contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como uma resposta às tarifas norte-americanas. Velloso ressaltou que essa visão é compartilhada por muitos empresários brasileiros, que acreditam que retaliações comerciais não resolveriam a situação e poderiam prejudicar as relações econômicas entre os dois países.

O governo está avaliando as propostas antes da implementação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o Executivo pode editar uma medida provisória para mitigar os efeitos das tarifas e proteger a atividade econômica.

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