Presidente da Câmara de São Marcos cobra CORSAN/Aegea por falhas no abastecimento, multas indevidas e rede antiga
Parlamentar aponta problemas persistentes e pede soluções urgentes para o município
O presidente da Câmara Municipal de Vereadores de São Marcos usou a tribuna da Casa Legislativa para cobrar providências imediatas da CORSAN/Aegea diante de uma série de problemas que, segundo ele, têm afetado o abastecimento de água no município. Entre as reclamações estão quedas frequentes no fornecimento, aplicação de multas consideradas indevidas e a situação precária da rede de distribuição de água em diferentes bairros da cidade.
De acordo com o parlamentar, moradores vêm relatando interrupções no abastecimento, inclusive em períodos de alta demanda, assim como inconsistências na cobrança e aplicação de penalidades que não teriam sido devidamente justificadas pelos responsáveis pela concessão do serviço.
Reivindicações apresentadas na Câmara
Durante o uso da palavra no plenário, o presidente da Câmara enfatizou que as falhas no sistema de abastecimento têm causado descontentamento e transtornos à população, sobretudo em bairros onde a infraestrutura de rede é antiga e apresenta constantes problemas de pressão e distribuição.
Outro ponto destacado foi a questionável aplicação de multas e cobranças que, segundo relatos de moradores, estariam sendo lançadas indevidamente nas contas de água, o que tem provocado a necessidade de revisão por parte dos usuários e gerado insatisfação generalizada.
“Temos recebido numerosas reclamações da comunidade sobre falhas recorrentes no abastecimento, perdas de pressão e até penalidades que não correspondem à realidade do consumo. Isso é inaceitável e exige resposta imediata da concessionária”, afirmou o presidente da Câmara, defendendo que a situação seja tratada como prioridade tanto pela empresa quanto pelo poder público municipal.
Contexto do serviço e situação da rede
Segundo relatos e registros comunitários, setores mais antigos da cidade sofrem com problemas hidráulicos crônicos, reflexo de uma rede de distribuição envelhecida e insuficiente para suportar a demanda atual. A falta de investimentos em modernização e manutenção é apontada como uma das causas dos episódios de interrupção e baixa pressão em diferentes regiões.
Parlamentares e moradores também mencionaram que a situação afeta qualidade de vida e rotina das famílias, com relatos de usuários que chegam a ficar horas sem abastecimento ou com água em quantidade insuficiente para as necessidades básicas diárias.
Resposta ao Legislativo e encaminhamentos
Até o fechamento desta edição, não havia uma resposta oficial detalhada da CORSAN/Aegea às demandas apresentadas pelo presidente da Câmara, mas a expectativa é de que tanto o setor jurídico municipal quanto representantes da concessionária sejam convocados para prestar esclarecimentos perante o Legislativo.
A Câmara Municipal deve acompanhar próximos passos administrativos e, se necessário, promover audiências públicas ou requerer a presença de representantes da empresa em sessões futuras para detalhar planos de ação, cronogramas de manutenção e melhorias da rede, além de esclarecimentos sobre o critério de aplicação de multas.
Impacto comunitário e caminhos a seguir
Analistas ouvidos por moradores afirmam que a situação exige um plano estruturado de modernização da rede de distribuição, com investimentos em tecnologia, reforço de tubulações e sistemas de controle de pressão, além de um diálogo mais próximo entre a prefeitura, a concessionária e os usuários afetados.
Enquanto isso, as reclamações seguem sendo registradas junto aos canais de atendimento da empresa e também na Ouvidoria da Câmara, que tem atuado como local de interlocução entre munícipes e autoridades competentes sobre o tema.
