Processamento de grãos potencializa desempenho do gado em confinamento, segundo especialista
A importância do milho reidratado no confinamento de gado é discutida por especialista.
Em um novo episódio da série “Dicas do Scoton”, o zootecnista Maurício Scoton, especialista em Confinamento Enxuto, discutiu a crescente relevância do milho reidratado no confinamento de gado no Brasil Central. Segundo Scoton, a temporada de confinamento é um momento estratégico para a pecuária intensiva.
O especialista enfatizou que a adoção de tecnologias de processamento, como moagem, laminação e floculação, é essencial para melhorar a digestibilidade do amido e otimizar o aproveitamento de nutrientes. Essas práticas também podem contribuir para a redução dos custos de produção da arroba durante o confinamento.
A dieta do gado é substancialmente influenciada pela inclusão do milho, que pode representar entre 30% e 60% do volume total fornecido no cocho. Quando o cereal compõe 50% de uma mistura, ele pode corresponder a metade de todo o custo de produção da arroba. Em um cenário com insumos valorizados, qualquer ineficiência na alimentação pode impactar significativamente a margem do confinador.
Scoton destacou que o fornecimento de milho moído seco pode resultar em desperdício, já que o rúmen do bovino não consegue quebrar a matriz proteica que envolve o amido, levando a uma perda silenciosa. “Cerca de 15% a 20% do amido ingerido passa direto pelo trato digestivo e cai nas fezes sem se transformar em carne”, afirmou.
Para maximizar a conversão alimentar, Maurício Scoton detalhou as principais técnicas de processamento de grãos, que visam não apenas aumentar o peso do animal, mas também alcançar o mesmo desempenho com menor consumo de alimento. Muitos confinadores hesitam em adotar o milho reidratado, devido à crença de que o processamento aumenta os custos da alimentação.
