Governo Lula aumenta o Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço

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Governo Lula lança nova fase do Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões em financiamento.

O governo anunciou a terceira etapa do Plano Brasil Soberano, destinando R$ 18,5 bilhões em novas linhas de financiamento para empresas impactadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Desse total, R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES. Os recursos poderão ser utilizados para diversas finalidades, incluindo capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimento em inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de ações para expandir mercados internacionais.

O BNDES será responsável por elaborar o plano de aplicação dos recursos, que será submetido à análise de um conselho interministerial. A alocação dos financiamentos será baseada no impacto enfrentado por cada setor e na sua relevância para a economia e exportações brasileiras.

Além do lançamento desta nova fase, o presidente sancionou a lei que formaliza a criação do Plano Brasil Soberano. Durante a tramitação no Congresso, o projeto foi ampliado para incluir exportadores de diversos setores, como agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas e associações relacionadas.

A nova legislação também permite que recursos destinados à inovação sejam utilizados para adequar produtos às exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade do comércio internacional.

Os principais beneficiários dessa fase serão os exportadores que sofreram com as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, especificamente sob as seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana. Além disso, empresas afetadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que negociam com países do Golfo Pérsico, poderão acessar os financiamentos. Setores estratégicos para a balança comercial, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, eletrônicos e fabricantes de máquinas e equipamentos, também serão contemplados.

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