Alckmin apoia decisão de Flávio Dino sobre suspensão de pagamento de penduricalhos
Alckmin elogia suspensão de benefícios irregulares a servidores públicos
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, manifestou apoio à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de suspender o pagamento de benefícios conhecidos como “penduricalhos”. Esses benefícios são concedidos a servidores públicos e não respeitam o teto remuneratório constitucional, que é de R$ 46,3 mil. A medida se aplica aos Três Poderes.
Durante uma palestra no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), Alckmin expressou satisfação ao ler sobre a decisão, considerando-a um passo significativo para o país. Ele destacou a importância de combater privilégios que oneram os cofres públicos.
“O ministro Flávio Dino falou: ‘Vamos acabar com esses penduricalhos de super salário’. Isso é pago com o dinheiro do trabalhador, da dona Maria que mora na favela, do trabalhador do salário mínimo. É ele que paga através dos impostos indiretos. O Brasil é o campeão dos impostos indiretos do mundo. Então, vamos prestigiar essas boas medidas que são importantes para o nosso país”, afirmou Alckmin, após abordar questões relacionadas à saúde mental no evento.
Em seu discurso para os sindicalistas, o vice-presidente também ressaltou a relevância da democracia e das instituições brasileiras. Ele argumentou que, independentemente das orientações políticas, o que realmente importa é o respeito à democracia. “O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem apreço pela democracia. Essa é a grande diferença”, declarou.
Alckmin completou sua fala enfatizando que as instituições são fundamentais para o progresso de um país. “As pessoas passam, as instituições ficam. Se a gente for verificar no mundo, os países que avançaram mais, melhoraram a vida das pessoas e desenvolveram mais, o que fez a diferença foram as boas instituições, a sociedade civil organizada. Não foi o governo”, concluiu.
