Lucro líquido da Nestlé registra queda de 31,4% no primeiro semestre
Nestlé registra queda no lucro líquido e nas vendas no primeiro semestre de 2026.
A Nestlé anunciou um lucro líquido de US$ 4,27 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando uma queda significativa de 31,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado, divulgado em balanço financeiro, reflete os desafios enfrentados pela empresa, incluindo o aumento de custos relacionados a reestruturações e uma baixa contábil de US$ 1,60 bilhão. Essa baixa está associada a ativos mantidos para venda, mas não impacta o fluxo de caixa da companhia.
As vendas totalizaram US$ 52,99 bilhões, uma redução de 2,5% em relação aos US$ 54,37 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025. A variação cambial teve um efeito negativo de 6,2% sobre os resultados financeiros.
Apesar da queda nas vendas, a Nestlé reportou um crescimento orgânico de 3,6%. O crescimento real interno, que considera o aumento do volume e a variedade de produtos, foi de 1,5%, enquanto os ajustes de preços contribuíram com 2,1% para o desempenho positivo.
Outros resultados financeiros do período incluem um lucro operacional subjacente de US$ 8,70 bilhões, queda de 2,8%, e uma margem operacional subjacente de 16,4%, com uma redução de 0,1 ponto percentual. O fluxo de caixa livre aumentou 46,3%, totalizando US$ 4,15 bilhões.
O lucro bruto alcançou US$ 24,59 bilhões, com uma margem de 46,4%, levemente inferior à margem de 46,6% do ano anterior. A empresa apontou os altos preços do café e do cacau, além de tarifas comerciais, como fatores que impactaram negativamente a rentabilidade.
O programa de redução de custos implementado pela Nestlé resultou em uma economia de US$ 738 milhões no semestre, totalizando uma economia acumulada de US$ 2,09 bilhões desde o início da iniciativa. A meta para 2026 é alcançar uma economia de US$ 2,46 bilhões.
O CEO da Nestlé, Philipp Navratil, destacou que a estratégia de crescimento está mostrando resultados, com um crescimento orgânico de 3,7% e um crescimento real interno de 1,8% no segundo trimestre. Ele também observou que os mercados emergentes estão acelerando, enquanto os países desenvolvidos mantêm um desempenho sólido.
O segmento de café liderou o crescimento, com um aumento orgânico de 7,5%, impulsionado pela marca Nescafé. Alimentos e lanches cresceram 3,7%, com destaque para produtos como Maggi, KitKat e Milo. Por outro lado, a categoria de nutrição apresentou uma queda de 1,2%.
Para o restante de 2026, a Nestlé projeta um crescimento orgânico entre 3% e 4%, além de um fluxo de caixa livre superior a US$ 11,06 bilhões.
