Irã mantém bombardeios no Oriente Médio em resposta a ataques dos EUA

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Irã intensifica bombardeios em resposta a ataques dos EUA e rebeldes huthis atacam navios sauditas.

O Irã anunciou a continuidade de seus bombardeios no Oriente Médio em resposta aos ataques dos Estados Unidos, em meio a uma escalada de hostilidades na região. A situação se agravou com a ofensiva dos rebeldes huthis do Iémen, que atacaram navios no Mar Vermelho.

Após um breve cessar-fogo, as hostilidades foram retomadas, gerando caos nos mercados de energia e aumentando a preocupação com a estabilidade regional. Os huthis, que são aliados do Irã, reivindicaram ataques contra petroleiros sauditas e declararam um bloqueio aos portos do reino.

Os preços do petróleo reagiram rapidamente, com o Brent, referência mundial, subindo 4% e alcançando 97,80 dólares por barril. Essa alta reacende os temores de inflação e desaceleração econômica global.

Na mesma linha, Jordânia e Kuwait relataram a interceptação de projéteis, enquanto o exército iraniano e a Guarda Revolucionária afirmaram ter realizado ataques a alvos militares americanos na região.

O porta-voz das forças armadas iranianas, Mohammad Akraminia, declarou que as represálias continuarão enquanto os ataques dos EUA não cessarem, destacando a determinação do Irã em proteger sua infraestrutura e zonas costeiras.

“Olho por olho”

Esses conflitos surgiram após novas ofensivas americanas contra instalações militares iranianas. O Comando Central dos EUA informou que está intensificando os ataques para reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação civil.

O presidente americano fez uma declaração contundente, afirmando que os EUA bombardearão a infraestrutura civil iraniana sempre que Teerã atacar embarcações no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o tráfego global de petróleo.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reiterou a postura de Teerã, afirmando que a resposta será proporcional aos ataques sofridos. Informações da mídia estatal iraniana indicam que um ataque americano resultou na morte de duas pessoas na fronteira com o Iraque e que mísseis atingiram a cidade de Bushehr, onde se localiza a única usina nuclear civil do país.

Huthis intervêm

Os rebeldes huthis intensificaram suas ações, atacando dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho com mísseis e drones, cumprindo suas ameaças de bloquear a Arábia Saudita nessa rota alternativa ao Estreito de Ormuz.

A agência britânica de vigilância naval relatou que um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido, provocando um incêndio. A Arábia Saudita confirmou que um dos petroleiros foi atingido, mas não se pronunciou sobre o outro incidente.

Ainda não está claro até que ponto os huthis conseguirão impor um bloqueio efetivo, mas a ameaça é significativa, especialmente considerando o bloqueio que o Irã já exerce sobre Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo mundial.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que impediu a passagem de três petroleiros por Ormuz, evidenciando a disputa pelo controle dessa importante via marítima.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, comentou que o Irã manipulou os huthis para que atacassem navios no Mar Vermelho, destacando a mudança de postura dos rebeldes no conflito.

Por fim, Omã, que atua como mediador na guerra entre huthis e Arábia Saudita, expressou sua preocupação com a escalada da violência e está buscando retomar as negociações entre as partes envolvidas.

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