Renata Vieira classifica briga com entregador como armadilha de Satanás
Pré-candidata Renata Vieira se manifesta sobre agressão a entregador em Contagem
A pré-candidata a deputada estadual Renata Vieira (PL-MG) reagiu a um incidente em que foi filmada agredindo um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela descreveu a situação como uma “astuta cilada de Satanás”.
Em vídeos nas redes sociais, Renata expressou alívio por ter conseguido, segundo ela, desvendar a suposta armadilha por trás da confusão. A pré-candidata afirmou que seu “coração está mais leve” após essa revelação.
“Hoje o coração está tão grato, tão grato, sabe? De o Senhor me proporcionar a solução, de poder desvendar a arapuca em que eu caí, de poder mostrar as astutas ciladas de Satanás.”
Ela também agradeceu o apoio recebido de moradores de diversas localidades, incluindo Belo Horizonte, Contagem, Betim, do Triângulo Mineiro e do Vale do Jequitinhonha.
Ações por ameaças
Renata anunciou que pretende procurar o Ministério Público para relatar o caso e tomar medidas judiciais contra indivíduos que teriam feito ameaças e cometido crimes virtuais contra ela e sua família.
“Hoje nós estamos indo finalizar, no Ministério Público, algumas coisas que a gente tem que finalizar, inclusive entrar com todas as ações de crime, de ameaças e cibernéticos mesmo. São muitos e muitos que foram cometidos contra mim e a minha família.”
Segundo a pré-candidata, o incidente teria sido resultado de um plano envolvendo pessoas de seu condomínio. Contudo, ela ainda não apresentou provas de que a gravação ou a confusão foram previamente organizadas.
Renata também reiterou que o homem envolvido no confronto não seria o entregador designado, mas sim um policial rodoviário federal que teria substituído outro funcionário.
“Não era um trabalhadorzinho normal, entregador de móveis. Era um policial federal que, literalmente, foi trocado com o verdadeiro entregador.”
Até o momento, a informação sobre a profissão do trabalhador não foi confirmada pelas autoridades.
Renata admitiu ter errado
O incidente ocorreu em 16 de julho, durante a entrega de um sofá em sua residência. Vídeos mostram Renata agredindo o trabalhador, dando tapas e arremessando uma pedra em sua direção.
As gravações, no entanto, não mostram o início da discussão. Após a repercussão, Renata admitiu que errou ao reagir, mas manteve a versão de que foi agredida primeiro.
“Eu sei que errei porque poderia não ter revidado o bicudo que ele me deu com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta corporal com ele. Eu fiz tudo errado.”
Ela alegou que o homem a atingiu com um chute em uma área não visível nas imagens e que sofreu socos e beliscões, além de tentar impedir que o móvel fosse levado de volta.
Renata relatou ter transtorno de estresse pós-traumático devido a episódios anteriores de violência, afirmando que a situação desencadeou uma reação emocional.
Versões diferentes
Na primeira manifestação após a divulgação dos vídeos, a equipe de Renata afirmou que a discussão começou quando o entregador a reconheceu como pré-candidata e começou a fazer comentários políticos.
A pré-candidata disse que foi atacada ao tentar evitar que o profissional devolvesse os móveis. A motivação política, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades ou pelas imagens.
Pessoas ligadas ao entregador apresentam uma versão divergente, afirmando que ele estava sozinho para descarregar um sofá e que precisaria retornar com outro funcionário para concluir o serviço de forma segura.
Renata não teria aceitado esperar, o que teria gerado a discussão. Até o momento, o entregador não se manifestou publicamente sobre o caso.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que ouviu Renata e o trabalhador, instaurando um procedimento para investigar as circunstâncias do confronto. Novas imagens, depoimentos e exames poderão ser analisados durante a apuração.
