Renascimento da Catedral de Notre Dame: Novos Vitrais Chegam em Outubro, Sete Anos Após o Incêndio

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Novos vitrais da Catedral de Notre-Dame serão instalados até dezembro de 2025.

Os seis novos vitrais criados pela artista francesa Claire Tabouret para a Catedral de Notre-Dame, em Paris, estão programados para serem instalados entre outubro e novembro deste ano. A expectativa é que sejam apresentados ao público em dezembro, conforme informações do órgão responsável pela reconstrução da catedral.

O presidente da instituição responsável, Philippe Jost, confirmou que a produção dos vitrais será concluída em setembro e está seguindo o cronograma estabelecido. Ele fez essa declaração durante uma visita ao ateliê Simon Marq, localizado em Reims, onde as peças estão sendo fabricadas.

A ministra da Cultura da França, Catherine Pégard, destacou que a instalação dos vitrais representará “outro grande momento” para a catedral, que foi reaberta em dezembro de 2024, após cinco anos de obras de restauração devido ao incêndio que danificou parte do monumento.

Anne Catherine Perreau, responsável pelo ateliê Simon Marq, revelou que cerca de 70% do trabalho já foi concluído. Três vitrais estão prontos, um quarto deve ser finalizado na próxima semana, e os dois restantes estão em fase avançada de produção.

Cada vitral retrata um versículo da Bíblia relacionado ao Pentecostes, tema escolhido pelo arcebispo de Paris. As novas obras, financiadas pelo governo francês, substituirão seis dos sete vitrais que foram instalados no lado sul da nave da catedral durante a restauração conduzida por Eugène Viollet-le-Duc, em 1864.

Os vitrais antigos, que não foram danificados pelo incêndio, estão passando por um processo de descontaminação de amianto antes de serem restaurados. Após a conclusão desse processo, serão expostos ao público, com quatro deles sendo enviados para o Castelo de Pierrefonds, no norte da França, e dois para a Cidade da Arquitetura e do Patrimônio, em Paris.

A substituição das peças do século XIX gerou críticas de especialistas e defensores do patrimônio histórico, que questionam a necessidade da troca e o custo do projeto.

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