Lula anuncia que Brasil comercializará armas da paz apenas para fins simbólicos

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Presidente Lula propõe ampliação das exportações de material bélico pela Avibras.

Durante visita às instalações da Avibras, localizada no interior de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância de aumentar as exportações de material bélico pela empresa. A Avibras é reconhecida por fornecer equipamentos tecnológicos para as três Forças Armadas brasileiras.

Lula destacou que as vendas de produtos de defesa são uma maneira de reafirmar a soberania do Brasil no cenário internacional. No entanto, ele fez questão de ressaltar que o desenvolvimento dessa tecnologia deve ter uma finalidade pacífica.

Em suas palavras, o presidente afirmou: “Quando eu vender uma arma lá fora, eu falo: ‘gente, essa arma foi feita por trabalhadores brasileiros e trabalhadoras, muitos deles corintianos, e que não querem matar ninguém. Essa arma é da paz. Essa arma não é para você detonar, é só para você falar que tem, para ninguém mexer com você’. E nós vamos vender.”

As declarações ocorreram em um evento que marcou a reabertura das atividades da Avibras, que havia passado por recuperação judicial e enfrentava uma greve de funcionários desde 2022. A empresa é responsável pela fabricação de equipamentos militares estratégicos, incluindo lançadores de foguetes, veículos blindados e drones de combate.

Na mesma ocasião, Lula defendeu a necessidade de fortalecer a capacidade operacional das Forças Armadas e mencionou a importância de planejar novos investimentos para o setor. “Hoje é um dia especial para as Forças Armadas brasileiras, que agora têm que se preparar para a gente fazer as encomendas necessárias, necessárias, num pensamento de médio e longo prazo”, afirmou.

O presidente também sublinhou que o avanço tecnológico é crucial para a estrutura militar do país. Para ilustrar sua argumentação, ele recorreu a uma lembrança de sua juventude, enfatizando a importância de manter os equipamentos prontos para uso.

“Teve um tempo, eu era molecão, e tinha uma garrucha .22. Eu não colocava bala na garrucha, eu com medo de me machucar com as balas. O Brasil não pode ser assim. Nós não podemos ter as Forças Armadas, ter Aeronáutica, Marinha, e não ter as coisas que a gente precisa”, concluiu.

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