Moretti afirma que subsídios a combustíveis estão dentro da meta fiscal
Medidas do governo para subsídios de combustíveis estão dentro das metas fiscais.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, anunciou que as ações do governo para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis no Brasil estão sendo implementadas de acordo com as metas fiscais estabelecidas, sem a necessidade de ajustes adicionais no orçamento. Ele ressaltou que os recursos alocados para subvenções estão dentro da margem prevista.
Moretti informou que a renovação da subvenção da gasolina tem um custo estimado em aproximadamente R$ 1,3 bilhão mensalmente. Para o diesel, a subvenção de R$ 1,12 representa cerca de R$ 5 bilhões por mês.
O ministro explicou que as subvenções não são uma solução permanente e que o governo não planeja manter essas medidas até o final do ano fiscal. O objetivo é apenas neutralizar os impactos imediatos dos preços, sem criar um cenário de redução artificial dos valores dos combustíveis.
A revisão das decisões sobre as subvenções está em curso, com a intenção de retirá-las assim que as condições de mercado permitirem que os preços sejam ajustados naturalmente, sem necessidade de intervenção governamental.
No âmbito econômico, Dêbora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, indicou que a recente alta do petróleo Brent pode afetar a arrecadação federal. Ela mencionou que as projeções foram elaboradas em um momento de expectativa de cessar-fogo e uma queda nas cotações do petróleo.
Freire alertou que o cenário atual é diferente, com um Brent mais alto que pode impactar a arrecadação tanto de forma direta quanto indireta. No entanto, ela enfatizou que ainda é prematuro fazer uma avaliação definitiva sobre o próximo relatório bimestral, considerando a volatilidade dos preços do petróleo ao longo do ano.
A equipe econômica reafirmou que os subsídios à gasolina e ao diesel estão dentro da meta fiscal e que essa política é temporária. O Ministério da Fazenda continua monitorando os efeitos da alta do Brent sobre a arrecadação federal, em um cenário de incertezas econômicas.
