Lula propõe aumento de investimentos em defesa para garantir soberania nacional
Lula defende investimentos nas Forças Armadas durante visita a fábrica de defesa em Jacareí.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade de aumentar os investimentos nas Forças Armadas brasileiras, afirmando que isso é essencial para proteger a soberania do país.
A declaração foi feita durante uma visita à fábrica Avibras, localizada em Jacareí, São Paulo, que é especializada na produção de mísseis e foguetes.
“Eu quero as Forças Armadas bem-preparadas, bem-treinadas, com soldados que forem suficientes para tomar conta desse país”, destacou o presidente, reforçando a importância de um exército forte e preparado.
Lula também mencionou a importância de manter uma postura de paz, mas com a prontidão necessária para garantir a integridade nacional. “Para que a gente possa levantar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando de paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, completou.
A visita à Avibras foi marcada por um clima de otimismo, especialmente após a empresa ter firmado um acordo que pôs fim a uma greve de longa duração, que havia paralisado suas operações. Os trabalhadores conseguiram um entendimento com a empresa, que havia enfrentado dificuldades financeiras significativas.
A Avibras, que retoma suas atividades desde maio, é responsável pela produção de uma variedade de equipamentos, incluindo mísseis, foguetes e veículos espaciais civis.
Após enfrentar uma crise que resultou em três anos de paralisação devido a greves por falta de pagamento, a empresa agora busca se reerguer. O acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos prevê o pagamento de uma dívida trabalhista acumulada de R$ 230 milhões, que remonta a 2022, em forma de indenização social.
Recentemente, a Avibras atraiu R$ 300 milhões de investidores brasileiros para reiniciar a produção de mísseis, incluindo o empresário Joesley Batista, conhecido por seu papel na J&F.
Historicamente, a Avibras tinha como principais clientes países como Arábia Saudita, Catar, Indonésia e Malásia, e já forneceu equipamentos em conflitos significativos, como as guerras Irã-Iraque e do Golfo nas décadas de 1980 e 1990.
A companhia é considerada um ativo estratégico por membros do governo, e há discussões sobre sua possível estatização, com propostas sendo apresentadas por figuras como Guilherme Boulos, atual ministro-chefe da Secretaria Geral da República.
