Justiça estende prisão de vereador do PT sob investigação por ligação com PCC

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Prisão temporária de Senival Moura é prorrogada em investigação sobre lavagem de dinheiro.

Senival Moura, vereador de São Paulo, teve sua detenção temporária estendida por mais 30 dias enquanto a Polícia Federal investiga o uso da empresa de ônibus Transunião para lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a pedido da Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público. O juiz responsável pelo caso, Nelson Augusto Bernardes de Souza, destacou que ainda há diligências essenciais em andamento, justificando a necessidade da manutenção da prisão para garantir a integridade das investigações.

A defesa de Moura foi contatada, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem, que será atualizada caso haja uma resposta.

OPERAÇÃO

A prisão de Moura ocorreu durante a Operação Última Parada, que investiga a infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital paulista. Segundo a Polícia Federal, o vereador exercia controle financeiro sobre a Transunião, mesmo sem ser formalmente parte do quadro societário da empresa. A investigação aponta que a Transunião era utilizada para a lavagem de dinheiro da facção criminosa.

A operação resultou na execução de cinco mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens, a apreensão de 117 ônibus, 21 imóveis e três embarcações, além do afastamento da cúpula da Transunião, cuja administração foi transferida para a SPTrans.

Após sua detenção, Moura negou qualquer irregularidade. Dois dias depois, solicitou seu afastamento do PT, buscando concentrar sua defesa e minimizar possíveis desgastes ao partido.

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