Madrasta recebe pena de mais de 41 anos de prisão por tortura e morte de criança no Sul do Rio Grande do Sul
Jovem é condenada a mais de 41 anos por homicídio e tortura de menino de um ano
O Tribunal do Júri de Pelotas, localizado na Região Sul do Rio Grande do Sul, decidiu pela condenação de uma jovem a 41 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. A sentença é referente aos crimes de homicídio qualificado e tortura qualificada cometidos contra seu enteado, um menino de apenas 1 ano e três meses de idade.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença identificou vários agravantes, incluindo motivo fútil, uso de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. Adicionalmente, a gravidade do crime foi acentuada pelo fato de ter sido cometido contra uma criança com menos de 14 anos. A tortura qualificada também foi confirmada nas acusações.
A decisão foi proferida na última quarta-feira (22) pelo juiz Régis Adriano Vanzin, que presidiu o tribunal. A ré, que tem 24 anos, foi considerada culpada após a análise das evidências apresentadas.
De acordo com as informações do Ministério Público, os atos violentos ocorreram em abril de 2024. A investigação revelou que a criança faleceu em decorrência de um traumatismo cranioencefálico, resultado de agressões físicas severas.
O menino foi alvo de diversos golpes na cabeça e em outras partes do corpo dentro da casa onde residia com a madrasta e o pai. Os relatos de violência incluíram tapas, mordidas, socos e pontapés, além de uma fratura no fêmur da perna esquerda, que ocorreu meses antes de sua morte. O pai da criança também enfrenta acusações por omissão em relação às agressões sofridas pelo filho.
