Nvidia apresenta arquitetura Vera Rubin para impulsionar próxima geração de inteligência artificial em larga escala
Nvidia revela detalhes da nova arquitetura Vera Rubin para inteligência artificial.
A Nvidia apresentou informações sobre a arquitetura Vera Rubin, que sucederá a geração Blackwell e será fundamental para os futuros sistemas da empresa voltados à inteligência artificial (IA).
Essa nova plataforma é descrita como uma evolução que visa atender ao crescente aumento da computação acelerada e das demandas das cargas de trabalho de IA generativa. A arquitetura promete melhorias significativas em processamento, memória e conectividade.
Nomeada em homenagem à astrônoma Vera Rubin, a plataforma combina uma nova CPU desenvolvida pela Nvidia com uma GPU de nova geração. Além disso, conta com avanços na interconexão entre chips e na infraestrutura necessária para operar grandes clusters de IA.
A empresa enfatiza que a arquitetura foi projetada para lidar com a crescente demanda por treinamento e inferência de modelos que possuem trilhões de parâmetros, buscando minimizar os gargalos relacionados à movimentação de dados entre processadores e sistemas de armazenamento.
Nova geração integra CPU, GPU e rede de alta velocidade
O sistema será constituído pela CPU Nvidia Vera, que utiliza uma arquitetura Arm personalizada, e pela GPU Rubin, representando a próxima evolução da computação acelerada da empresa.
A CPU foi desenvolvida para proporcionar um desempenho superior por núcleo e aumentar a capacidade de alimentação das GPUs em aplicações intensivas de inteligência artificial. A GPU Rubin, por sua vez, utilizará a nova memória HBM4, que aumenta consideravelmente a capacidade de processamento de modelos de IA.
Outro aspecto central da plataforma é a evolução da infraestrutura de comunicação entre chips. A Nvidia anunciou que a arquitetura contará com versões atualizadas das tecnologias NVLink e NVLink Switch, permitindo a conexão de um maior número de GPUs em um único sistema, além de reduzir a latência na troca de informações entre processadores.
A empresa também destaca a integração com sua plataforma de redes baseada em InfiniBand e Ethernet, que é utilizada na construção de grandes data centers focados na computação acelerada.
Foco em data centers para IA e agentes inteligentes
A arquitetura Vera Rubin foi projetada para suportar a próxima geração de fábricas de IA, que são instalações dedicadas ao treinamento, operação e inferência de modelos de inteligência artificial em larga escala.
Essas infraestruturas devem atender a uma variedade de aplicações, desde grandes modelos de linguagem até IA física, robótica, veículos autônomos e agentes inteligentes que realizam tarefas complexas de forma contínua.
A Nvidia ressalta que a evolução nas cargas de inferência, fase em que os modelos respondem às solicitações dos usuários, requer uma capacidade computacional crescente, especialmente com o avanço de sistemas autônomos e processamento multimodal.
A plataforma foi projetada para aumentar o desempenho por rack e melhorar a eficiência energética dos data centers, permitindo uma maior densidade computacional na mesma infraestrutura física.
A arquitetura Vera Rubin está alinhada com o cronograma de lançamentos divulgado anteriormente pela empresa durante a conferência GTC. Espera-se que os primeiros sistemas comerciais baseados na nova plataforma sejam lançados após a geração Blackwell, seguindo a estratégia da Nvidia de atualizar anualmente sua arquitetura para inteligência artificial.
Além do hardware, a Nvidia afirma que Vera Rubin será compatível com o ecossistema de software CUDA e bibliotecas já utilizadas por desenvolvedores e empresas que operam aplicações de IA em plataformas Nvidia.
A demanda por infraestrutura para inteligência artificial continua a crescer em diversos setores da economia, levando provedores de nuvem, empresas de tecnologia e organizações de pesquisa a aumentarem os investimentos em data centers especializados. Nesse contexto, a arquitetura Vera Rubin foi concebida para oferecer a base computacional necessária para suportar modelos cada vez maiores e aplicações de IA mais complexas.
