Pecuária nacional enfrenta crise na genética do nelore mocho
Pecuária brasileira e medicina perdem um ícone com a morte de Iluci Afonso Almeida de Faria.
O pecuarista e médico oftalmologista Iluci Afonso Almeida de Faria faleceu aos 75 anos, deixando um legado significativo tanto para a pecuária quanto para a medicina. Reconhecido por suas contribuições no melhoramento genético da raça nelore mocho, sua trajetória marca uma era de excelência na criação de gado.
Natural de Fernandópolis (SP), Iluci fez de Iturama (MG) sua base para o desenvolvimento de técnicas de seleção genética. Com dedicação e expertise, ele expandiu seu rebanho para diversas regiões do Brasil, tornando-se uma referência respeitada entre os criadores da raça nelore mocho.
A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu lamentou a perda de Iluci, destacando sua importância para a pecuária nacional. Segundo um técnico da entidade, o criador se destacou pelo rigor na seleção de animais, investindo em inseminação artificial com os melhores touros disponíveis.
Os colegas de profissão ressaltaram a dedicação de Iluci, que acompanhava pessoalmente as visitas técnicas em sua fazenda, demonstrando uma simplicidade e cordialidade notáveis. Sua ausência será sentida profundamente no setor, onde ele era admirado pela sua visão e compromisso.
Além de sua notável carreira na pecuária, Iluci também se destacou como oftalmologista, contribuindo significativamente para a saúde ocular de muitos. Seu legado transcende as fronteiras da medicina e da agricultura, deixando uma marca indelével em ambas as áreas.
