Cuba em Chamas: Presidente Denuncia EUA por Genocídio Político na Revolução
Tensão entre EUA e Cuba se intensifica com embargos e declarações de líderes.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, expressou uma forte condenação ao embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos e ao endurecimento das sanções durante um discurso recente. Ele classificou a política do governo norte-americano como “genocídio político”.
Díaz-Canel criticou um relatório do Departamento de Estado dos EUA, que acusou Cuba de infiltração no governo americano e de apoiar uma “onda sem precedentes de terrorismo de esquerda” no país. A retórica do governo Trump tem se intensificado, direcionando ataques a grupos de esquerda dentro dos Estados Unidos.
O presidente cubano argumentou que as acusações visam desviar a atenção dos problemas internos, afirmando que “estão procurando um bode expiatório para culpar pelos protestos gerados por uma economia que aumenta a desigualdade”.
“Eles estão buscando uma nova desculpa para sustentar seu genocídio político contra Cuba.”, completou.
O discurso de Díaz-Canel ocorreu durante as comemorações do 73º aniversário da primeira ofensiva das guerrilhas de Fidel Castro contra o governo de Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA, em 1953. Este evento é um marco significativo na história cubana, que culminou na derrubada de Batista mais de cinco anos depois.
O feriado, um dos mais importantes do calendário cubano, contou com apresentações artísticas para milhares de apoiadores do governo. No entanto, o transporte público do país enfrentou paralisação e o ano letivo foi encurtado devido à falta de combustível.
Washington atribui a crise econômica em Cuba à má gestão do governo cubano e à falta de investimento. Em seu discurso, Díaz-Canel pediu o fim das sanções e do bloqueio petrolífero, agradecendo também a grupos internacionais que têm enviado ajuda humanitária à ilha.
“Que Cuba viva em paz, e que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos”, declarou, enfatizando a solidariedade entre nações.
“Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos nem para qualquer outro país do mundo.”, afirmou.
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