Próximo presidente encontrará contas em melhor estado do que as deixadas por Lula, afirma Durigan
Ministro da Fazenda garante que contas públicas estarão em melhor situação para o próximo governo.
O ministro da Fazenda afirmou que a administração atual não deixará surpresas fiscais ou rombos orçamentários para o futuro. Ele enfatizou que o próximo presidente encontrará as contas públicas do Brasil em uma condição superior à que foi herdada.
Em entrevista, o ministro destacou que o governo federal não deixará despesas ocultas no Orçamento nacional de 2027. Essa afirmação visa tranquilizar o mercado financeiro e reforçar o compromisso com a responsabilidade fiscal.
O documento a ser enviado ao Congresso Nacional em 31 de agosto, segundo Durigan, não trará surpresas negativas. Ele assegurou que não haverá calote no pagamento de precatórios e que as dívidas com os governos estaduais estarão em dia, diferentemente do que ocorreu ao final da gestão anterior.
O ministro também comentou sobre a situação econômica do país no final de 2022, que foi agravada por uma Proposta de Emenda à Constituição que aumentou os benefícios sociais pouco antes das eleições presidenciais. Essa medida injetou recursos na economia sem seguir as diretrizes estabelecidas nas leis de finanças públicas.
Atualmente, a equipe do ministério está implementando uma gestão com rigorosa contenção de despesas primárias e promovendo ampla transparência sobre as finanças nacionais.
Durigan mencionou que as linhas de crédito recentemente lançadas pelo governo são iniciativas pontuais, com duração máxima de três meses, e não causarão desequilíbrios nas contas do próximo ano. Ele também destacou que a inflação, atualmente abaixo de 5%, é a menor registrada em seu mandato, refutando análises que indicam um quadro insustentável para as finanças do país.
JUROS ALTOS
O ministro identificou a alta taxa de juros como o principal desafio econômico do Brasil atualmente. Ele afirmou que a União está em busca de mais eficiência nos gastos e se empenha em barrar propostas legislativas que possam aumentar as despesas obrigatórias.
Além disso, Durigan relatou que tem mantido um diálogo intenso com o Supremo Tribunal Federal e com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para desbloquear pautas essenciais para a economia.
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