Exportações farmacêuticas da China crescem em 2025 impulsionadas por vacinas

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Exportações de vacinas chinesas apresentam crescimento em 2025 após anos de declínio.

As exportações de vacinas da China para uso humano interromperam um ciclo de queda em 2025, com as grandes farmacêuticas buscando ativamente mercados internacionais para compensar o estagnado crescimento interno.

Dados recentes indicam que as exportações de vacinas totalizaram US$ 330 milhões em 2025, marcando um aumento de 53,51% em relação ao ano anterior. O volume de exportação também teve um crescimento significativo, saltando 130,54%, para 357,84 toneladas. Este foi o primeiro ano desde o início da pandemia em que tanto o valor quanto o volume das exportações de vacinas mostraram aumento, sugerindo uma possível normalização do mercado após os anos de incerteza causados pela pandemia.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelas principais empresas do setor, muitas delas destacaram a importância dos mercados internacionais em suas projeções de lucros para 2025. A Walvax Biotechnology, por exemplo, reportou uma queda de aproximadamente 8% em sua receita total com vacinas, mas observou um crescimento de 35% nas receitas provenientes de exportações.

A Beijing Wantai Biological Pharmacy notou um crescimento significativo na receita internacional de sua vacina bivalente contra o HPV, embora não tenha divulgado números específicos. Durante a pandemia, as exportações de vacinas da China chegaram a um pico de cerca de US$ 14,5 bilhões em 2021, mas caíram drasticamente para US$ 203 milhões em 2023, à medida que a demanda por vacinas contra a covid diminuiu.

A província de Liaoning liderou as exportações de vacinas em 2025, seguida por Pequim, Fujian e Yunnan, refletindo a concentração das principais indústrias produtoras de vacinas no país. Liu Peicheng, vice-chefe do comitê de marketing da Associação Chinesa de Vacinas, destacou que os principais produtos de exportação incluem vacinas contra hepatite A, raiva, PCV13, EV71 e HPV.

A pré-qualificação da OMS tem sido um fator crucial para as exportações, especialmente para vacinas contra hepatite A, varicela e HPV bivalente. A escassez global de produtos como vacinas PCV e antirrábica também contribuiu para volumes significativos de exportação, mesmo sem essa pré-qualificação.

Atualmente, nove vacinas chinesas possuem a pré-qualificação da OMS, incluindo vacinas contra poliomielite, varicela, encefalite japonesa, gripe e HPV. Os países em desenvolvimento continuam sendo os principais destinos das vacinas chinesas, com a Walvax reportando uma receita de US$ 30 milhões no exterior no primeiro semestre de 2025 e expandindo para novos mercados como Gana e Mianmar.

Os preços de exportação mostraram flutuações, com um aumento de 6,94% em 2024, mas uma queda de 33% em 2025, resultando em um preço médio de US$ 0,93 por quilograma. Essa mudança foi interpretada como uma transição em direção a vacinas convencionais, que são mais acessíveis em programas de imunização nacional e aquisições internacionais.

Em contraste, a China importou US$ 1 bilhão em vacinas em 2025, resultando em um preço médio de importação de aproximadamente US$ 2,60 por quilograma. A diferença de preços reflete a estrutura do mercado, onde as exportações são dominadas por produtos tradicionais, enquanto as importações incluem produtos de maior valor.

Os dados de importação revelam uma queda significativa, com o valor e volume de vacinas importadas caindo cerca de 78% em 2025. Essa contração sugere que os estoques domésticos estão elevados, levando a um ciclo de redução de estoques no mercado.

Com a pressão interna persistente, as empresas estão intensificando seus esforços de expansão internacional. Liu recomenda que as empresas aumentem a promoção de suas vacinas no exterior, busquem a pré-qualificação da OMS e formem parcerias locais. Além disso, sugere que, quando as condições forem favoráveis, considerem joint ventures para consolidar sua presença nos mercados-alvo.

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