Caça KF-21 da Coreia do Sul avança para fase de operação

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Coreia do Sul avança com o desenvolvimento do caça KF-21, marcando um novo capítulo na sua indústria de defesa.

A Coreia do Sul está prestes a concretizar uma ambição política de longa data com o lançamento do KF-21, seu primeiro caça desenvolvido internamente. O modelo, que já saiu da fábrica e realizou seu voo inaugural, tem entrega prevista para a Força Aérea em setembro. Embora a frota não esteja totalmente operacional a partir dessa data, o KF-21 Boramae, como é oficialmente chamado, superou a fase de protótipos e está em processo de incorporação ao serviço militar.

Os recentes marcos alcançados no programa são notáveis. A KAI apresentou a primeira unidade de produção em série no final de março, seguida pelo primeiro voo em abril e pela aprovação em uma avaliação final de aptidão para combate em maio. Em junho, o caça recebeu a certificação inicial de tipo, que confirma que atende aos requisitos de segurança e aeronavegabilidade. O próximo passo será a aceitação formal da aeronave pela Força Aérea sul-coreana.

Um longo caminho

O projeto do KF-21 começou a ser idealizado em março de 2001, quando o presidente Kim Dae-jung expressou o desejo de desenvolver um caça avançado nacional. No entanto, a iniciativa enfrentou anos de discussões sobre viabilidade e custos. O avanço significativo ocorreu em dezembro de 2015, quando a agência de aquisições militares DAPA firmou um contrato com a KAI para o desenvolvimento do sistema. A Indonésia se tornou parceira do projeto, contribuindo com cerca de 20% dos custos em troca de acesso à tecnologia e capacidade de produção local.

Entretanto, a colaboração enfrentou desafios quando a Indonésia começou a atrasar suas contribuições financeiras. Após várias renegociações, em junho de 2025, os governos concordaram em reduzir a participação indonésia para cerca de 600 bilhões de wons, o que representa aproximadamente um terço do compromisso original, além de limitar a transferência de tecnologia.

A desistência da produção conjunta na Indonésia foi anunciada em abril de 2026, com confirmação das autoridades locais em junho. Jacarta ainda considera a compra de um número reduzido de aeronaves produzidas na Coreia do Sul, mas não formalizou nenhum pedido até o momento.

O desenvolvimento do KF-21 exigiu investimentos significativos. O primeiro investimento, de cerca de 8,8 trilhões de wons, corresponde ao desenvolvimento da aeronave. O segundo, estimado em 7,92 trilhões de wons, cobre a aquisição inicial de 40 unidades, armamento e outros custos até 2028. Este valor inclui não apenas o preço unitário dos caças, mas também motores, treinamento, peças de reposição e suporte logístico.

O KF-21 é um caça bimotor de geração 4,5, que pode atingir aproximadamente Mach 1,8 e transportar até 7,7 toneladas de armamentos. Equipado com um radar AESA, sensor infravermelho IRST e sistemas de guerra eletrônica, as primeiras unidades pertencerão ao padrão Block I, focado em missões de combate ar-ar. As capacidades de ataque ao solo e à superfície serão incorporadas nas fases futuras do programa.

A liderança do projeto é evidente na colaboração entre as empresas sul-coreanas. A KAI é responsável pela integração e montagem do caça, enquanto a Hanwha Systems fornece o radar AESA e sistemas de guerra eletrônica, e a LIG Nex1 cuida da aviônica e gerenciamento de armamentos. A Hanwha Aerospace, por sua vez, realiza a montagem e produz componentes dos motores F414-400K sob licença.

Desde o primeiro voo do protótipo em julho de 2022, os seis aviões de testes completaram cerca de 1.600 voos e aproximadamente 13 mil condições de ensaio, sem registrar acidentes, evidenciando a robustez do programa.

A chegada do KF-21 não significa que a Coreia do Sul abandonará os caças estrangeiros. O país encomendou mais 20 unidades do F-35A, cuja entrega está prevista para começar em 2027, e continuará a operar uma frota diversificada de aeronaves.

O avanço mais significativo está na capacidade da Coreia do Sul de liderar o projeto, produção e manutenção de seu próprio caça. Embora a dependência de fornecedores estrangeiros não seja totalmente eliminada, ela será significativamente reduzida com a conclusão da primeira entrega do Bor

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