Bloco sem candidato se destaca em Minas Gerais após saída de Cleitinho
Cleitinho Azevedo pode desistir da candidatura ao governo de Minas Gerais, alterando o cenário eleitoral.
O senador Cleitinho Azevedo, que lidera as intenções de voto em Minas Gerais, está considerando não participar das eleições de 2026. Informações de aliados indicam que sua desistência é uma possibilidade real, especialmente após a recente perda de seu irmão, Matheus Azevedo, e sua ausência na convenção estadual do Republicanos.
Com a possível saída de Cleitinho da corrida, a situação se torna complexa, uma vez que cerca de metade dos eleitores mineiros se encontram indecisos ou afirmam que não votarão em ninguém. Este grupo inclui aqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto, refletindo um cenário de incerteza para os demais candidatos que buscam conquistar o eleitorado que poderia ser do senador.
Uma pesquisa recente revelou que, sem Cleitinho na disputa, 27% dos eleitores se declaram indecisos, enquanto 23% afirmam que votarão em branco ou anularão o voto. Isso totaliza 50% de eleitores que não têm um candidato definido. Entre os que escolheram um nome, Alexandre Kalil aparece com 15%, seguido por Patrus Ananias, com 13%, e o atual governador Mateus Simões, com 9%. Todos esses candidatos estão empatados dentro da margem de erro da pesquisa.
Outros nomes na disputa incluem Gabriel Azevedo, com 6%, e Flávio Roscoe, com 4%. Os candidatos Ben Mendes e Maria da Consolação têm 2% e 1%, respectivamente, enquanto Rafael Duda e Túlio Lopes não alcançaram 1% das intenções de voto.
No segundo cenário apresentado pela pesquisa, a situação de indecisos e votos em branco ou nulos aumenta para 51%. Nesse contexto, Kalil mantém 15% das intenções, Patrus aparece com 14%, e Simões com 13%. Os demais candidatos seguem com percentuais semelhantes aos do primeiro cenário.
Em um eventual segundo turno, a disputa se mantém acirrada, mesmo sem a presença de Cleitinho. As projeções indicam que Mateus Simões e Kalil estão em empate técnico, com o governador alcançando 30% e Kalil com 29% em uma das simulações. Em outra, Simões e Patrus Ananias empatam em 30%.
A pesquisa foi realizada com 1.482 entrevistas domiciliares em Minas Gerais, com uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
