Lula solicita apoio de prefeitos para combater os efeitos do El Niño

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Presidente Lula convoca prefeitos para enfrentar os desafios do El Niño com novo pacote de R$ 1,335 bilhão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de R$ 1,335 bilhão para mitigar os efeitos do fenômeno climático El Niño, ressaltando a importância da colaboração dos prefeitos no enfrentamento dos desafios que surgem com essa condição meteorológica.

Durante o evento no Palácio do Planalto, Lula destacou que os gestores municipais têm um conhecimento profundo sobre as necessidades e problemas de suas regiões, afirmando que sua participação é crucial para evitar desastres. Ele enfatizou que os prefeitos estão em contato direto com as comunidades e, portanto, são essenciais na identificação de áreas vulneráveis.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, foi instruída a organizar uma teleconferência com todos os prefeitos do Brasil, visando apresentar o novo plano e estimular a responsabilidade compartilhada no combate aos efeitos do El Niño. O governo brasileiro conta atualmente com 5.569 municípios, e a participação ativa dos prefeitos é vista como um passo fundamental para o sucesso das ações planejadas.

O PLANO

O fenômeno El Niño é esperado para causar secas nas regiões Norte e Nordeste, além de atrasos nas chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, enquanto o Sul pode enfrentar chuvas acima da média. O governo federal, segundo Lula, está mais preparado do que nunca para lidar com as consequências de eventos climáticos extremos.

Para isso, foi criada uma Sala de Situação do El Niño, que reúne 24 ministérios para monitorar a evolução do fenômeno e coordenar as respostas necessárias. O plano se baseia em quatro pilares: unificação e monitoramento de dados, mapeamento de riscos, antecipação de ações e proteção das populações vulneráveis.

A ministra Belchior afirmou que a equipe técnica do governo prevê um El Niño de forte intensidade, com impactos variados em cada região. No Nordeste, embora não haja previsão de escassez de água em 2026, o atraso nas chuvas pode afetar o abastecimento em 2027, exigindo um monitoramento constante.

No Sul, a prioridade é a prevenção de enchentes e deslizamentos, com a implementação de sistemas de alerta e a colaboração com a Defesa Civil. Já no Sudeste, as ações incluem o monitoramento dos sistemas de abastecimento de água nas grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Na Região Norte, o governo acompanhará os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e, se necessário, acionará usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia e óleo diesel.

Eis a distribuição do montante destinado ao plano:

  • R$ 850 milhões para a compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz;
  • R$ 337 milhões para prevenção e combate a incêndios;
  • R$ 65 milhões para a aquisição de 350 mil cestas de alimentos;
  • R$ 45 milhões para os Centros de Informação em Saúde e Clima e a ForSUS;
  • R$ 25 milhões para o monitoramento do nível dos rios;
  • R$ 13 milhões para o PAA, destinado a agricultores da região Norte.

A REUNIÃO

Na reunião que discutiu o plano, estiveram presentes:

  • Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República;
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República;
  • Miriam Belchior, ministra da Casa Civil.

Entre outros ministros, destacam-se:

  • Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça;
  • Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
  • Luciana Santos, ministra da Ciência e Tecnologia;
  • André de Paula, ministro da Agricultura;
  • Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
  • Mirna Quinderé, ministra das Cidades substituta;
  • Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos

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