Republicanos desautorizam Cleitinho e afirmam que senador não será candidato ao Governo de Minas

Compartilhe essa Informação

Republicanos descarta candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais

O partido Republicanos anunciou que o senador Cleitinho, que lidera as pesquisas de intenção de voto em Minas Gerais, não será candidato ao governo do estado. Essa decisão surpreendeu o congressista, que havia comunicado a aliados sua intenção de disputar a eleição após um longo período de incertezas.

Em uma nota divulgada, a sigla expressou que Cleitinho não demonstrou o entusiasmo necessário para ser lançado como candidato e destacou a indefinição do parlamentar sobre sua participação nas eleições. O Republicanos enfatizou que “uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la”, o que, segundo a nota, nunca ocorreu.

A ausência de Cleitinho na convenção estadual do partido, apesar de justificativas pessoais, foi considerada um evento político significativo, levando a decisões por parte de partidos aliados e à necessidade de reorganização em seus planos eleitorais.

O senador enfrentou uma situação pessoal delicada, pois a saúde de seu irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, que faleceu de leucemia, influenciou sua indefinição. Cleitinho não compareceu à convenção do Republicanos, que coincidiu com a missa de sétimo dia de seu irmão.

Ainda assim, nesta semana, Cleitinho sinalizou que estava disposto a concorrer ao governo, comunicando sua decisão a aliados. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto, com 35% no primeiro turno, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil.

O Republicanos destacou que trabalhou arduamente para viabilizar a candidatura de Cleitinho, mas faltou uma decisão clara do senador. A nota também mencionou que os sinais contraditórios do parlamentar comprometeram a construção de um projeto coletivo, que requer previsibilidade e responsabilidade.

A candidatura de Cleitinho era central em negociações entre partidos, envolvendo o apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro. O prazo para definição de coligações se encerra em 5 de agosto, data limite para convenções.

Sem um candidato forte, o PL pretendia apoiar Cleitinho, esperando que o Republicanos retribuísse com uma coligação. Até o momento, as negociações entre os partidos não avançaram, e ambos precisam definir acordos em outros estados também.

Agora, o Republicanos tende a apoiar Marcelo Aro (PP) para o governo, uma opção que também está sendo considerada pelo PL. A federação PP-União Brasil optou pela neutralidade, mas há insistência por parte de aliados em formar uma aliança.

Sem Cleitinho, o PL de Minas avalia duas alternativas: apoiar Marcelo Aro ou lançar uma candidatura própria, com Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli. A decisão do partido deverá ser influenciada pela necessidade de estabelecer alianças nacionais.

A situação é delicada, pois o governador Matheus Simões (PSD) disputará a reeleição com o apoio do ex-governador Romeu Zema, enquanto o presidente Lula (PT) decidiu lançar Patrus Ananias ao governo mineiro após a desistência de Rodrigo Pacheco.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *