Lula afirma que não perderá a eleição mesmo com erros ao lado de Alckmin
PSB formaliza coligação com a Federação Brasil da Esperança e indica Alckmin como vice de Lula.
O PSB (Partido Socialista Brasileiro) anunciou, em convenção nacional realizada na quarta-feira, a coligação com a Federação Brasil da Esperança, que inclui PT, PV e PC do B. A decisão foi aprovada por unanimidade, com a indicação de Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o evento, Lula expressou confiança em vencer as eleições já no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e incentivou a militância a utilizar seus celulares para divulgar as ações do governo e as propostas da chapa.
Geraldo Alckmin, que ocupa o cargo de vice-presidente desde 2023, reafirmou seu compromisso com a candidatura. Ele já atuou como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e é visto como uma figura chave na coligação.
Ao finalizar seu discurso, Lula reiterou sua expectativa de vitória, afirmando que não há motivos para preocupação, mesmo que erros possam ocorrer no futuro. Ele destacou a importância do trabalho conjunto com Alckmin para garantir o sucesso nas eleições.
Os convencionais aprovaram quatro pontos principais:
- a coligação majoritária para a Presidência da República;
- a indicação de Edinho Silva, presidente do PT, como representante legal da coligação;
- a delegação de poderes à Executiva Nacional do PSB para deliberações futuras sobre a coligação;
- a candidatura de Alckmin como vice.
João Campos, presidente nacional do PSB, também reforçou a meta de vencer no primeiro turno, convocando a militância a se mobilizar em prol da campanha.
Mobilização da militância
Lula orientou os presentes a usarem seus celulares como ferramentas de campanha, enfatizando a necessidade de compartilhar informações positivas sobre os candidatos e as realizações do governo. Ele pediu que a militância se dedique a essa tarefa continuamente, evitando a disseminação de conteúdos considerados irrelevantes.
O ex-presidente chamou essa disputa de “guerra da narrativa” e mencionou a recusa de vistos a cidadãos norte-americanos que, segundo ele, tentaram interferir nas eleições brasileiras.
João Campos destacou a importância da atuação da militância fora do evento, ressaltando que muitos filiados do PSB já estão mobilizados nas ruas e que o partido conta com palanques em todos os 27 estados em apoio à chapa Lula-Alckmin.
Alckmin criticou o governo anterior, afirmando que a verdadeira liberdade não pode coexistir com tentativas de derrubar a democracia. Ele salientou que a democracia é essencial para a liberdade e que aqueles que não acreditam nela não deveriam se candidatar.
A convenção também prestou homenagem ao deputado estadual Valdemar Borges, falecido em julho, e contou com a presença de diversos ministros e figuras históricas do PSB.
Eis a lista dos presentes:
- Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República);
- Geraldo Alckmin (vice-presidente da República);
- Lu Alckmin (segunda-dama);
- João Campos (presidente nacional do PSB);
- Carlos Siqueira (presidente da Fundação João Mangabeira);
- Tabata Amaral (deputada federal);
- José Múcio Monteiro (ministro da Defesa);
- Wolney Queiroz (ministro da Previdência);
- Márcio Elias Rosa (ministro da Indústria e Comércio);
- Luciana Santos (ministra da Ciência e Tecnologia);
- Sidônio Palmeira (ministro da Comunicação Social);
- José Guimarães (ministro das Relações Institucionais);
- Dario Durigan (ministro);
- Paulo Pereira (ministro);
- Cid Gomes (senador);
- Soraya Thronicke (senadora);
- Humberto Costa (senador);
- Jorge Kajuru (senador);
- Jonas Donizete (deputado federal, líder do PS
