Marina Silva critica Trump por negacionismo e desinformação

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Marina Silva critica postura de Trump sobre desmatamento e defende avanços do Brasil

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo, destacou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desconsiderou os avanços no combate ao desmatamento no Brasil. Segundo ela, Trump baseou suas críticas em dados de 2021, ano em que o desmatamento atingiu seu pico durante o governo anterior.

A ex-ministra enfatizou que a gestão atual tem demonstrado resultados positivos na redução do desmatamento, com uma queda de 61,4% em maio de 2026, em comparação ao mesmo mês de 2025. Essa redução é considerada a maior da série histórica, com um recuo de 37,5% entre agosto de 2025 e maio de 2026.

Marina afirmou que o ministério está estruturado e alcançando resultados significativos em várias frentes, incluindo o combate a incêndios e o desenvolvimento sustentável. Ela mencionou o Plano de Transformação Ecológica e o Plano Clima como iniciativas fundamentais para enfrentar os desafios ambientais do país.

Em relação aos focos de incêndio, o Brasil encerrou 2025 com uma redução de cerca de 50% em comparação a 2024. No entanto, o primeiro semestre de 2026 registrou um aumento de 0,96% nos focos em relação ao ano anterior, segundo dados do sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Marina também criticou a postura do governador paulista, Tarcísio de Freitas, que minimizou a questão das tarifas impostas por Trump. Ela questionou como a perda de empregos nas indústrias locais não seria uma preocupação para ele.

A ex-ministra, que compõe uma chapa ao Senado com Simone Tebet e Fernando Haddad, declarou que seu objetivo é afastar São Paulo da subserviência a políticas externas prejudiciais. Ela ressaltou a importância de um governo que tome medidas diplomáticas adequadas e utilize mecanismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio, para defender os interesses do Brasil.

Durante uma entrevista, Marina Silva abordou o impacto das tarifas impostas pelos EUA, que podem resultar em perdas significativas para o Brasil, especialmente em setores como autopeças e agronegócio. Ela argumentou que tais medidas são motivadas por articulações políticas que visam prejudicar o governo atual, mas que, na realidade, afetam a economia brasileira como um todo.

Marina destacou a importância de eleger representantes comprometidos com a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável, especialmente em um cenário político onde a sustentabilidade e a defesa dos direitos humanos estão ameaçadas.

Ela também mencionou que, caso eleita, pretende continuar seu trabalho em prol da agenda ambiental, enfatizando a necessidade de diálogo entre o agronegócio e a proteção ambiental. A ex-ministra acredita que é possível avançar na produção sustentável sem comprometer a preservação dos recursos naturais.

Por fim, Marina Silva reafirmou seu compromisso com a luta ambiental e a defesa dos interesses do Brasil, destacando que a implementação do Plano Clima é crucial para garantir um futuro sustentável e próspero para o país.

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