Exportações do Rio Grande do Sul ultrapassam R$ 27 bilhões no segundo trimestre de 2023
Crescimento das exportações do Rio Grande do Sul atinge 16,3% no segundo trimestre de 2026.
As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 5,4 bilhões, equivalente a cerca de R$ 27,69 bilhões, no segundo trimestre de 2026, marcando um crescimento de 16,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado representa um acréscimo de US$ 759,2 milhões em relação ao ano passado.
A soja em grão foi o principal responsável por essa variação, com um aumento significativo de US$ 321,9 milhões, o que corresponde a um crescimento de 54,9%. Além dessa commodity, outros produtos como farelo de soja, carne de frango e cereais também contribuíram positivamente, com aumentos de US$ 106 milhões, US$ 85,4 milhões e US$ 82,1 milhões, respectivamente. Por outro lado, o fumo não manufaturado apresentou uma redução de US$ 118,8 milhões, impactando negativamente o desempenho geral.
No que diz respeito aos mercados internacionais, o Estado alcançou 177 destinos de exportação neste período. A China foi o principal parceiro comercial, respondendo por 19,7% do total das exportações gaúchas, seguida pela União Europeia, com 12,9%, e pelos Estados Unidos, com 7,8%. O mercado chinês teve uma contribuição positiva expressiva, com um aumento de US$ 268,6 milhões, enquanto os Estados Unidos apresentaram uma redução de US$ 62,1 milhões.
Os dados sobre as exportações estão consolidados em uma nota técnica que utiliza informações do Sistema ComexStat, refletindo um panorama atualizado do comércio exterior do estado.
Resultados do primeiro semestre
Entre janeiro e junho de 2026, as exportações gaúchas totalizaram US$ 9,8 bilhões, representando uma alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que equivale a um aumento de US$ 458,5 milhões. No entanto, essa taxa de crescimento ficou abaixo da média nacional, que foi de 11,5%. O Rio Grande do Sul manteve a sétima posição entre os Estados exportadores do Brasil, com uma participação de 5,3% nas vendas externas do país.
As principais contribuições positivas no semestre vieram da soja em grão, bovinos e bubalinos vivos, farelo de soja, carne de frango e cereais, com aumentos de US$ 133,6 milhões, US$ 118,3 milhões, US$ 116 milhões, US$ 106,9 milhões e US$ 100,7 milhões, respectivamente. Em contrapartida, as maiores reduções foram registradas no fumo não manufaturado, polímeros de etileno, celulose, partes e acessórios de veículos automotivos, e calçados.
As exportações do primeiro semestre atingiram 183 destinos, com a China, União Europeia e Estados Unidos mantendo as primeiras posições nas compras, com participações de 14,9%, 12,6% e 7,6%, respectivamente. Os maiores aumentos nas vendas foram para a Índia, Egito e Turquia, enquanto as principais quedas foram para os Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Argentina.
