Pacheco se encontra com Messias e afirma que aprovação para o STF ainda depende de acordo entre Lula e Alcolumbre
Encontro entre Rodrigo Pacheco e Jorge Messias aborda indicação ao STF.
O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se reuniu com o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, em Brasília, para discutir a indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal.
O encontro ocorreu na residência de Pacheco em 20 de dezembro e durou cerca de uma hora. Fontes próximas aos dois afirmam que a conversa foi positiva, com ambos ressaltando a boa relação e a ausência de conflitos entre eles.
A indicação de Messias, oficializada em novembro, gerou tensões entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Pacheco era visto como o candidato preferido por muitos senadores, mas acabou sendo preterido pelo presidente Lula em favor de Messias.
Durante a conversa, Pacheco e Messias avaliaram a situação da indicação. Aliados de Pacheco relataram que ele expressou o desejo de que a questão fosse resolvida, mas adotou uma postura cautelosa, sem fazer promessas concretas.
O ex-presidente do Senado enfatizou a necessidade de tempo para que as negociações se ajustem, destacando que a aprovação ou rejeição da indicação dependerá de um entendimento entre Lula e Alcolumbre.
O presidente da República possui a prerrogativa de indicar nomes ao STF, mas a confirmação depende da aprovação da maioria dos senadores em votação secreta, o que torna essencial o alinhamento entre o governo e o Senado.
No final do ano passado, Lula pediu a seus auxiliares que contatassem senadores para angariar apoio à indicação de Messias, incentivando-os a fazer ligações de Natal com esse propósito.
Messias compartilhou com Pacheco um pouco de sua trajetória pessoal, mantendo um tom calmo e afirmando que a resistência ao seu nome no Senado era mais uma questão política do que pessoal.
Alcolumbre, que sempre manifestou apoio a Pacheco, ficou insatisfeito por não ter sido informado previamente sobre a indicação de Messias.
A situação se agravou quando o governo atrasou a documentação necessária para a sabatina no Senado, levando a um adiamento. Além disso, surgiram rumores de que Pacheco estaria buscando cargos em troca de apoio à indicação de Messias, o que gerou mais tensão.
Pacheco, conforme relatos, demonstrou desinteresse em concorrer ao Governo de Minas Gerais, ao contrário do que desejava Lula.
Ele também afirmou que a questão de não ter sido indicado para o Supremo é uma etapa superada, repetindo essa ideia a amigos.
Proximidades de Pacheco indicam que ele não deseja ser associado a uma possível rejeição de Messias, afirmando que não há mais chances de sua própria indicação ao STF, independentemente do resultado da candidatura de Messias.
A visita de Messias a Pacheco faz parte de sua estratégia para conquistar votos no Senado. No entanto, a campanha esfriou nas últimas semanas devido ao recesso legislativo e às férias do indicado.
Apesar disso, Messias também se encontrou com o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, responsável pela sabatina de indicados ao Supremo.
Aliados de Messias acreditam que ele fez progressos em sua campanha ao conversar com diversos senadores no final do ano passado, enquanto Lula e Alcolumbre buscam uma reaproximação.
