Tereza Cristina confirma aceitação da vice de Flávio Bolsonaro, decisão aguarda aprovação do PP
Tereza Cristina aceita ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou a aliados que aceitou ser a candidata a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República. Essa decisão, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Partido Progressista, que faz parte de uma federação com o União Brasil.
A federação havia manifestado a intenção de manter neutralidade na eleição presidencial, o que poderia enfraquecer a candidatura de Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A campanha de Flávio busca uma mulher para a vice, visando atrair o eleitorado feminino. Pesquisas recentes apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 50% das intenções de voto entre eleitoras, enquanto Flávio alcança 40% nesse segmento.
Em abril, Flávio havia declarado que Tereza Cristina era “o sonho de consumo de todo mundo” ao ser questionado sobre a escolha de seu vice. A ex-ministra da Agricultura, no entanto, mostrava resistência à ideia, indicando que seu objetivo era concorrer à presidência do Senado, cargo que ocupará até 2031.
Recentemente, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, informou que as negociações com Tereza não haviam avançado, ressaltando que ela se considerava candidata à presidência do Senado.
Conforme informações de pessoas próximas à senadora, Tereza e Flávio se reuniram no início da semana. A aceitação de Tereza Cristina como vice ainda depende da aprovação do presidente do PP, Ciro Nogueira, que anteriormente via a aliança como viável, mas as discussões esfriaram devido a conflitos nas disputas estaduais.
Tereza Cristina é considerada uma forte candidata a vice, pois pode agregar votos do eleitorado feminino, do agronegócio e do setor produtivo. Durante as negociações, Flávio passou a se referir a Tereza como “Vozinha” para criar uma conexão mais próxima.
Nos últimos dias, Tereza expressou a Flávio que, caso a chapa se concretize, atuará como uma “vice chata” e não apenas figurativa. As conversas sobre essa possibilidade foram reavivadas após Flávio retomar o contato com ela no último fim de semana, possivelmente em resposta a movimentações de grupos partidários e do agronegócio que desejavam lançar Tereza como candidata à presidência.
Após a reunião, Tereza demonstrou disposição para aceitar a proposta, afirmando que, se a aliança for firmada, sua atuação como vice será ativa. Contudo, aliados da senadora ainda temem que o PP possa criar obstáculos para o acordo devido a divergências estaduais com o PL.
