Os Membros Controversos do Conselho da Paz de Trump e Sua Relevância Impactante

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Conselho da Paz de Trump gera controvérsias e expectativas sobre a reconstrução de Gaza.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a formação do Conselho da Paz, que inclui figuras proeminentes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o secretário de Estado Marco Rubio. O objetivo do conselho é supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza e o processo de paz entre Israel e Hamas.

O conselho descreveu o acordo como “histórico”, prometendo um plano gradual para a retirada das forças israelenses. No entanto, Israel, que controla a maior parte da Faixa de Gaza, ainda não se pronunciou sobre o tema.

A proposta do Conselho de Paz surgiu em setembro de 2025, como parte de um plano de paz de 20 pontos apresentado por Trump. Este plano visa encerrar a guerra de dois anos entre Israel e Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza, embora a carta constitutiva do conselho não mencione explicitamente Gaza ou os territórios palestinos, levantando preocupações sobre sua abrangência e função.

Trump atua como presidente vitalício do conselho, o que lhe confere grande autoridade nas decisões. Para se tornar membro permanente, é necessário pagar uma taxa de adesão de US$ 1 bilhão.

Embora o Canadá tenha sido convidado, sua participação foi descartada devido à recusa em pagar a taxa. O Brasil também recebeu um convite, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou a adesão à inclusão de representantes palestinos, enfatizando a necessidade de uma representação adequada para que o conselho tenha legitimidade.

Na reunião inaugural do conselho, Trump afirmou que os Estados-membros contribuíram com US$ 7 bilhões para a reconstrução de Gaza após o desarmamento do Hamas. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, anunciou que está cooperando com o conselho em relação a Gaza, e um funcionário do conselho indicou que haverá uma zona humanitária piloto para os palestinos na região.

O Conselho de Paz é dividido em dois conselhos executivos: o Founding Executive Board, focado em investimentos e diplomacia, e o Gaza Executive Board, responsável pela supervisão da governança temporária e da reconstrução da região. A Casa Branca destacou que esses conselhos visam garantir uma governança eficaz e serviços de qualidade para o povo de Gaza.

Contudo, a ausência de representantes palestinos nos conselhos tem gerado críticas. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, descreveu o Conselho da Paz como um instrumento pessoal de Trump, sem mecanismos de responsabilização. Além disso, a falta de inclusão de palestinos levanta questões sobre a legitimidade e efetividade do conselho.

A reconstrução de Gaza é uma tarefa monumental, com estimativas de custo superando US$ 70 bilhões. A ONU reporta que cerca de 80% dos edifícios em Gaza foram destruídos ou danificados, resultando em 61 milhões de toneladas de escombros, enquanto as famílias deslocadas enfrentam condições de vida precárias.

Embora o cessar-fogo mediado pelos EUA tenha reduzido os combates, a situação humanitária permanece crítica, com milhares de palestinos mortos em ataques israelenses desde a implementação do cessar-fogo. O plano de reconstrução apresentado por Kushner inclui propostas ambiciosas, mas a implementação e a aceitação do conselho entre os palestinos e a comunidade internacional continuam incertas.

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