Jaques Wagner afirma que demonstrará sua inocência, mas se recusa a comentar sobre investigação

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Jaques Wagner reafirma confiança na própria inocência em meio a investigações da PF.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, declarou que está determinado a provar sua inocência nas investigações da Polícia Federal, embora tenha optado por não comentar detalhes sobre o caso. Em entrevista à Rádio Baiana FM, ele ressaltou que o inquérito é uma oportunidade para afastar qualquer culpa.

Wagner mencionou que seu advogado o orientou a não discutir o mérito da apuração para garantir seu direito de defesa. “Por orientação dele, para eu não sair daqui e tomar bronca do meu advogado, ele pede para eu não falar”, afirmou o senador.

Sobre o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Wagner afirmou que tem recebido respaldo desde o início da operação e expressou tranquilidade em relação às investigações. Ele citou um trecho do voto do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, reforçando sua confiança no processo.

O senador também se comprometeu a manter o foco em sua campanha eleitoral enquanto as apurações prosseguem. “A Polícia Federal faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, o Ministério Público avalie, depois o magistrado vai julgar. Eu quero lhe dizer que estou muito tranquilo”, disse.

A investigação

Relatórios da Polícia Federal que fundamentaram a operação Compliance Zero contra Jaques Wagner revelaram 74 ligações entre o senador e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, que também é alvo das investigações. Os registros indicam que Wagner e Lima mantiveram conversas que totalizaram cinco horas e trinta minutos entre novembro de 2023 e maio de 2025.

A PF notou que ambos preferiam conversas telefônicas a mensagens e se comunicavam várias vezes ao dia. Os documentos do processo mostram que Mendonça autorizou o monitoramento do celular de Wagner após suspeitas de vazamentos. O ministro também mencionou um pedido de audiência em seu gabinete no mesmo dia em que a operação foi protocolada.

A investigação está focada em pagamentos de propina do Banco Master a Jaques Wagner, incluindo a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões, que supostamente utilizou o mesmo esquema de aquisição de imóveis de propina relacionado ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa. A PF também identificou que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, agendou encontros com Wagner no Senado e ofereceu um avião “em hangar discreto” para o senador, além de ter mencionado que ele poderia ser um intermediário para mensagens a Lula.

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