Viviane de Moraes assume defesa de sócio de Vorcaro na Biomm

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Mulher de ministro do STF defende empresário em caso de extração ilegal de minério.

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, está atuando na defesa de Lucas Kallas, um empresário do setor de mineração, em um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal. O caso, que envolve a extração ilegal de minério de ferro, foi levado à Corte em 2 de fevereiro de 2026.

O processo chegou ao STF após o Tribunal Regional Federal da 6ª Região identificar a possibilidade de envolvimento de pessoas com foro privilegiado. A investigação da Polícia Federal aponta que a extração ocorreu em uma área de recuperação ambiental na Serra do Curral, em Minas Gerais. Segundo informações, Kallas manteve vínculos com a Empabra, empresa de mineração, até 2018.

Lucas Kallas é acionista da Cedro Participações, que por sua vez possui participação na Biomm, uma empresa de medicamentos. O principal sócio da Biomm é Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da inauguração de uma fábrica de insulina da Biomm em Minas Gerais, onde se encontrou com Kallas.

A defesa de Kallas declarou que ele foi “indevidamente citado” no processo e que não é alvo de investigação. Além disso, a defesa ressaltou que não há ação penal contra o empresário e que ele é assistido pelos escritórios Grimaldi & Rodrigues e Barci de Moraes, que atuam em conjunto desde 2024.

Kallas já foi mencionado em outras investigações da Polícia Federal, como as operações Parcours e Rejeito, mas nega qualquer irregularidade. O escritório de Viviane Barci de Moraes foi contatado para um posicionamento, mas não houve resposta até o fechamento desta reportagem, que será atualizada caso uma manifestação seja recebida.

Em nota, a defesa de Lucas Kallas esclareceu que ele foi indevidamente citado em relação à Empabra, da qual se afastou em 2017, e que não há ação penal instaurada. Além disso, mencionou que o procedimento estava sob supervisão da Justiça de primeira instância antes de ser encaminhado ao STF devido à possível conexão com outra operação policial.

A Cedro Participações, por sua vez, afirmou que é apenas uma das várias acionistas da Biomm, uma companhia de capital aberto, conforme informações disponíveis nos canais de relações com investidores da empresa.

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