Oferta restrita eleva preços da arroba do boi gordo em julho e perspectivas para agosto
Mercado do boi gordo apresenta alta nos preços em julho, com perspectivas para agosto.
O mercado físico do boi gordo registrou um aumento nos preços ao longo do mês de julho. A escassez de oferta dificultou a formação das escalas de abate para a indústria frigorífica, o que impactou diretamente os valores praticados.
As exportações de carne bovina mostraram um ritmo de crescimento mais lento, refletindo um esgotamento antecipado da cota brasileira disponibilizada pela China. Essa situação já era esperada por especialistas do setor.
Para o mês de agosto, há expectativas de um maior equilíbrio nas cotações do boi gordo, com um aumento gradual da oferta proveniente dos confinamentos.
Os preços do boi gordo a prazo, em 30 de julho, foram os seguintes:
- São Paulo (Capital) – R$ 350 a arroba, alta de 4,48% em relação aos R$ 335 do final de junho.
- Goiás (Goiânia) – R$ 325 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 do mês anterior.
- Minas Gerais (Uberaba) – R$ 325 a arroba, alta de 3,17% em relação aos R$ 315 de junho.
- Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 335 a arroba, aumento de 4,69% frente aos R$ 320 registrados no final de junho.
- Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 325 a arroba, queda de 1,52% em relação aos R$ 330 do fim de junho.
- Rondônia (Vilhena) – R$ 325 a arroba, acréscimo de 1,56% em comparação aos R$ 320 do final do mês anterior.
Atacado
No mercado atacadista, os preços apresentaram variações ao longo de julho. O corte do quarto dianteiro do boi foi cotado a R$ 20 por quilo, uma queda de 4,76% em comparação ao final de junho.
Por outro lado, o quarto traseiro bovino foi precificado a R$ 26,50 por quilo, com um aumento de 3,92% em relação aos R$ 25,50 do fechamento do mês anterior.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil geraram US$ 1,243 bilhão em julho até o momento, considerando 18 dias úteis. A média diária de exportação foi de US$ 69,072 milhões, com um total de 195,214 mil toneladas enviadas, resultando em uma média diária de 10,845 mil toneladas.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.368,90. Em comparação a julho de 2025, houve um aumento de 3,4% no valor médio diário das exportações, uma queda de 9,9% na quantidade média diária exportada e um avanço de 14,8% no preço médio.
