País com menor corrupção do mundo é liderado por uma mulher
Dinamarca se destaca como exemplo global em combate à corrupção e promoção da igualdade de gênero.
A Dinamarca continua a ser um modelo mundial no combate à corrupção, liderando pelo oitavo ano consecutivo o Índice de Percepção da Corrupção, com 89 pontos em 100. O país se destaca à frente de nações como Finlândia, Singapura e Noruega.
Desde junho de 2023, a primeira-ministra Mette Frederiksen, do Partido Social-Democrata, está em seu terceiro mandato consecutivo, cargo que ocupa desde 2019. Seu governo é notável pela maioria feminina entre os ministros e pela alta participação das mulheres no Parlamento dinamarquês, o Folketinget, um reflexo de um modelo de igualdade consolidado que combina um forte Estado de bem-estar social com uma rigorosa integridade institucional.
Estudos globais indicam que a maior participação feminina em gestões públicas está associada a melhores resultados. Uma pesquisa de 2018 demonstrou que a presença de mulheres no governo está correlacionada com a redução da corrupção, uma vez que elas tendem a direcionar políticas públicas para o bem-estar coletivo.
Evidências apontam que a ampliação da representação feminina contribui para fortalecer a transparência e aprimorar políticas públicas. No Brasil, um levantamento recente mostrou que lideranças femininas têm até 35% menos chances de se envolver em escândalos de corrupção.
A literatura acadêmica destaca quatro características marcantes das administrações femininas:
- Mais investimento em educação e saúde: Quando mulheres ocupam cargos de poder, os países tendem a aumentar os gastos nessas áreas essenciais.
- Mais políticas voltadas às famílias: A presença feminina no poder resulta em maior atenção a direitos das mulheres, saúde pública e combate à pobreza.
- Menores índices de corrupção: A entrada de mulheres em posições de liderança tem mostrado uma redução nos espaços para desvios financeiros.
- Decisões mais equilibradas: Estudos indicam que cidades lideradas por prefeitas apresentaram menores taxas de mortalidade e hospitalizações durante a pandemia de Covid-19.
Embora não se afirme que as mulheres sejam inerentemente mais honestas ou capazes que os homens, a diversidade no poder altera prioridades e reduz espaços opacos de decisão, beneficiando toda a sociedade.
Para o Brasil, a mensagem é clara: investir na representatividade feminina é uma estratégia de boa governança e não apenas uma questão de justiça social.