Polícia Federal adia depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro

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Depoimento de Augusto Lima é adiado pela Polícia Federal

A Polícia Federal adiou o depoimento de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, que estava agendado para a segunda-feira, 3 de agosto de 2026. O pedido de adiamento partiu da defesa de Lima, conforme informações confirmadas.

As investigações da PF identificam Lima como um dos principais interlocutores de Jaques Wagner (PT-BA) nas apurações relacionadas ao caso Master. Ele foi controlador do Banco Pleno e sócio de Vorcaro, que atualmente se encontra preso em Brasília.

INVESTIGAÇÃO

Lima foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho de 2026. Durante essa fase, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão tanto contra ele quanto contra Wagner, que na época liderava o governo no Senado. Em novembro de 2025, Lima já havia sido preso preventivamente em uma fase anterior da investigação.

O Banco Central havia determinado a liquidação extrajudicial do Banco Pleno em fevereiro de 2026, após Lima ter assumido o controle da instituição em julho de 2025.

De acordo com a PF, Lima também esteve envolvido em articulações para facilitar a compra, pelo Banco de Brasília, de carteiras pertencentes ao Banco Master, com suspeitas levantadas a partir da análise dos celulares de Vorcaro pelos investigadores.

No dia 30 de julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo de documentos da investigação que envolvem Wagner. O material revela as suspeitas que levaram o senador a ser alvo de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero.

LIMA E WAGNER

Os documentos analisados pela PF registram 74 ligações entre Wagner e Lima. Durante as conversas, o senador se referia a Lima pelo apelido “Guga”. A investigação sugere que Wagner teria atuado politicamente em defesa de interesses ligados ao banco de Vorcaro, especialmente em propostas no Senado que impactavam diretamente os negócios do Master.

Como possível contrapartida, a PF aponta que Wagner teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador, além de R$ 3,5 milhões destinados a empresas de familiares do senador.

O QUE DIZ LIMA

A defesa de Augusto Lima declarou que ele “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. A nota foi emitida em 18 de junho de 2026, após as diligências realizadas pela PF.

A defesa argumenta que as ações da Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Lima estava à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.

O QUE DIZ O SENADOR

O senador Jaques Wagner afirmou ter “certeza de que vai provar sua inocência” nas investigações que o ligam ao Banco Master. Em entrevista à Rádio Baiana FM, o senador expressou tranquilidade e foco nas eleições que se aproximam, ressaltando que está pronto para a convenção do partido, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Wagner também mencionou que se reuniu com o presidente poucos dias após a operação de busca e apreensão, e decidiu deixar a liderança do governo no Senado para evitar contaminações políticas durante as investigações.

COMPLIANCE ZERO

As investigações sobre as fraudes no Banco Master são parte da Operação Compliance Zero, autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase resultou na prisão provisória dos principais executivos da instituição, que foi liquidada pelo Banco Central. O caso passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2025, sob a supervisão do ministro Dias Toffoli, que posteriormente delegou a relatoria ao ministro André Mendonça.

A operação já passou por várias fases, com mandados de prisão e busca e apreensão sendo cumpridos em diversos estados, resultando em investigações que revelam um esquema complexo de fraudes e corrupção envolvendo o Banco Master e seus executivos.

Eis as fases da operação:</strong

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