Lula classifica revogação de visto de embaixadora nos EUA como medida irresponsável e impensada
Lula defende a soberania brasileira em meio a tensões diplomáticas com os EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil está preparado para enfrentar tentativas de interferência estrangeira nas eleições presidenciais. A declaração foi feita em entrevistas recentes, destacando a preocupação com ações dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.
Lula criticou a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, considerando a medida irresponsável. Ele ressaltou que o Brasil não aceitará ingerências externas e que a diplomacia deve ser respeitada.
O presidente também questionou a alegação de reciprocidade dos EUA, lembrando que a embaixada americana no Brasil não recebeu a devida atenção desde a posse do ex-presidente Donald Trump. Lula enfatizou que o Brasil não deve ser tratado como subordinado nas relações diplomáticas.
O governo dos EUA indicou Daniel Perez para chefiar a diplomacia no Brasil, mas Lula justificou a demora na autorização para sua entrada, afirmando que não deseja receber novos embaixadores até o término das eleições.
Em relação à revogação de vistos de funcionários do Departamento de Estado, Lula elogiou a ação do Itamaraty ao negar a entrada de agentes que, segundo ele, pretendiam se intrometer nas eleições brasileiras.
O presidente também mencionou seu histórico de contatos com Trump, destacando que, embora tenham sido amistosos, o ex-presidente não liberou vistos para autoridades brasileiras sancionadas.
Lula ironizou a possibilidade de interferência americana, sugerindo que o secretário de Estado, Marco Rubio, poderia fazer campanha para seu adversário, Flávio Bolsonaro. Ele expressou confiança em derrotar todos os opositores de uma só vez.
Além disso, o presidente criticou o sistema eleitoral dos EUA, sugerindo que o Brasil poderia compartilhar sua experiência em eleições eletrônicas, destacando a modernidade do sistema brasileiro.
Em tom descontraído, Lula afirmou que a eleição de outubro será sua última, expressando o desejo de se dedicar à pesca após um possível quarto mandato. Ele brincou sobre viver até os 120 anos, mas reafirmou que não pretende concorrer novamente.
Lula também abordou a questão da desinformação nas redes sociais, defendendo medidas mais rigorosas contra a disseminação de mentiras, especialmente em relação à saúde. Ele propôs que a desinformação relacionada a doenças deve ser criminalizada, enfatizando a seriedade do tema.
