Lula critica revogação de visto de embaixadora e classifica atitude como irresponsável
Lula critica revogação de visto da embaixadora nos EUA como irresponsável
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou a revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, como uma atitude irresponsável e impensada. A medida foi anunciada pelo governo de Donald Trump.
A justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a revogação foi a demora do Brasil em responder à aprovação diplomática do indicado por Trump para a embaixada americana no Brasil. Essa situação gerou um clima de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países.
O governo brasileiro refutou as alegações feitas pelos EUA, considerando-as infundadas. Lula expressou sua indignação em relação à decisão, ressaltando a longa história de 203 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
“Ele [Trump] então tomou a atitude de caçar o visto da nossa embaixadora. Se ela sair [dos Estados Unidos] e vier pra cá, vai ter que tirar o visto outra vez. Uma atitude irresponsável, impensada, para um país que tem 203 anos de diplomacia, de relação diplomática. Desnecessário”, afirmou Lula.
A declaração do presidente foi feita durante uma entrevista ao Meteoro Brasil e ao podcast Os Três Elementos. Lula também criticou a falta de atenção dos Estados Unidos em relação ao Brasil, mencionando que já se passaram um ano e meio desde que Trump assumiu a presidência e ainda não enviou um embaixador para o país.
“Os Estados Unidos não dão importância pra embaixador no Brasil. Faz um ano e meio que ele [Trump] está no poder e não mandou pra cá. Aí, tentou mandar e acha que a gente tem a obrigação de fazer a data que eles querem. Não é correto, não é possível. Queremos ser tratados com respeito”, completou.
Durante sua fala, Lula reafirmou que o Brasil está preparado para enfrentar qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições que ocorrerão em outubro. Ele enfatizou a soberania do país e a importância de proteger o processo eleitoral contra influências externas.
“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira interferir no nosso processo eleitoral”, concluiu.