Vice do PT acusa família Garotinho de desvio de royalties

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Prefeito de Maricá critica uso de royalties do petróleo pela família Garotinho

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, fez declarações contundentes sobre a utilização dos royalties do petróleo pela família Garotinho, destacando a diferença entre a administração de Maricá e Campos dos Goytacazes.

Em uma entrevista recente, Quaquá afirmou que a gestão da família Garotinho se concentrou em “politicagem” e “roubalheiras”, o que, segundo ele, resultou na destruição de Campos dos Goytacazes. O prefeito enfatizou que, ao contrário, sua administração utiliza os recursos para beneficiar a população.

Ele também comentou sobre a inelegibilidade de um membro da família Garotinho, embora não tenha especificado quem seria. A declaração reflete um contexto político tenso entre os grupos rivais no estado.

A família Garotinho é uma das mais influentes no Rio de Janeiro, com um histórico de liderança em Campos dos Goytacazes. Anthony Garotinho, ex-prefeito e governador, é uma figura central, tendo renunciado ao governo para se candidatar à presidência.

Rosinha Garotinho, esposa de Anthony, também exerceu mandatos importantes, incluindo o de governadora do estado. Seus filhos, Clarissa e Wladimir, seguiram a carreira política, mantendo o legado da família.

Na mesma entrevista, Quaquá contrastou a administração dos royalties em Campos com a gestão em Maricá, onde os recursos são utilizados para financiar serviços públicos e iniciativas que visam reduzir a dependência do petróleo.

Ele destacou o transporte gratuito em Maricá, que é operado por ônibus vermelhos, como um exemplo de como os royalties têm sido aplicados para beneficiar diretamente a população.

O prefeito também anunciou planos para continuar transformando a economia local durante seu terceiro mandato, com o objetivo de criar atividades econômicas sustentáveis que não dependam exclusivamente das receitas do petróleo.

Quaquá criticou a gestão dos royalties em outras cidades do norte fluminense, afirmando que muitos municípios desperdiçaram esses recursos, comprometendo o potencial de desenvolvimento local.

Em relação à segurança pública, o prefeito abordou a questão do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Ele se manifestou sobre uma foto postada por seu filho, Diego, e declarou que traficantes armados que ameaçarem agentes públicos enfrentarão consequências severas.

Quaquá afirmou que a Guarda Municipal será armada e que a defesa da vida dos cidadãos e dos agentes do Estado é uma prioridade. Ele criticou a visão de uma parte da esquerda que, segundo ele, não compreende a realidade das comunidades afetadas pela violência do tráfico.

Comparando a situação no Brasil com a de países europeus, o prefeito defendeu uma resposta firme contra criminosos armados, argumentando que a lei deve ser respeitada com rigor.

Ele também se opôs à flexibilização do controle de armas durante o governo anterior, afirmando que isso favoreceu o crime organizado e gerou mais violência nas comunidades.

Quaquá, que está em seu terceiro mandato como prefeito, foi eleito pela primeira vez em 2008 e é uma figura proeminente no PT, além de ser vice-presidente nacional do partido e presidente da Associação Brasileira de Municípios.

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