Helicóptero de Trump em Risco: Quebra de Protocolo Atraí Atenção a Menos de 1 km de Avião Comercial
Incidente envolvendo o helicóptero presidencial levanta preocupações sobre segurança aérea.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou no helicóptero Marine One em direção a Los Angeles em 4 de agosto de 2026. Durante a decolagem, o helicóptero passou a apenas 1,2 km de um avião comercial que estava decolando do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington.
A separação entre as duas aeronaves ficou abaixo do mínimo estipulado pela Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), que exige uma distância de pelo menos 2,4 km em áreas próximas a aeroportos. Apesar da proximidade, ambas as aeronaves seguiram suas rotas sem incidentes.
O protocolo de segurança deveria ter interrompido o tráfego comercial na região durante a decolagem do Marine One, mas essa medida não foi implementada. O helicóptero presidencial decolou da Casa Branca às 14h33, enquanto o voo 3742 da Envoy Air, um Embraer E170, iniciou sua decolagem um minuto depois.
A tripulação do Marine One havia notificado os controladores de tráfego aéreo sobre sua decolagem, solicitando prioridade. No entanto, essa comunicação aparentemente não foi ouvida, levando a uma situação de risco. Controladores de voo mantiveram contato com ambos os pilotos durante a aproximação, mas a falta de ação efetiva gerou preocupações.
Uma aeronave regional, operada pela Republic Airways, alterou sua rota como medida de precaução enquanto o helicóptero presidencial deixava a área. A FAA anunciou que uma revisão de segurança sobre o incidente será realizada, e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) também está investigando o caso.
A Casa Branca afirmou que os voos do Marine One são conduzidos por pilotos altamente qualificados e garantiu que o presidente não esteve em perigo em nenhum momento. O incidente ocorreu em um contexto de rigoroso protocolo de segurança, implementado após uma colisão fatal entre um helicóptero militar e um avião comercial em janeiro de 2025, que resultou na morte de 67 pessoas.