Flávio critica crise com a Argentina e afirma que Lula poderia ter prevenido a situação
Flávio Bolsonaro critica rebaixamento das relações diplomáticas com a Argentina
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, manifestou sua desaprovação em relação ao rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, uma decisão tomada pelo governo do presidente Lula.
Em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que a política externa adotada pelo Executivo é “ideologizada e confrontacional”. Ele expressou preocupação de que essa mudança possa prejudicar agricultores, fabricantes, exportadores e trabalhadores brasileiros, em meio a uma crise crescente com o país vizinho.
Embora a declaração mencione “ruptura diplomática”, na prática, Brasil e Argentina não romperam formalmente as relações. O Itamaraty optou por reduzir o nível da representação brasileira em Buenos Aires, mantendo a ausência do embaixador enquanto persistirem as declarações consideradas ofensivas do presidente argentino.
Flávio Bolsonaro repudiou a decisão do governo Lula, classificando a Argentina como uma “nação irmã” e o maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul. Ele destacou a importância histórica da relação entre os dois países.
O senador também fez uma conexão entre essa situação e as recentes tensões diplomáticas com os Estados Unidos e o Paraguai, afirmando que o atual governo conseguiu isolar o Brasil em um curto espaço de tempo.
Recentemente, o presidente argentino Javier Milei fez declarações ofensivas sobre Lula, referindo-se a ele como “presidiário” e “ladrão”. Essas provocações, somadas à recusa de Milei em visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, motivaram a decisão do Itamaraty de não enviar o embaixador de volta a Buenos Aires.
Na nota, Flávio argumenta que a redução do nível diplomático não era uma medida inevitável, mas sim o resultado da postura adotada pelo governo Lula nas relações internacionais.
“Romper com Buenos Aires não era inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontacional que, em apenas alguns meses, fabricou crises com três países da nossa região — os Estados Unidos, nosso maior parceiro no hemisfério, o Paraguai, um vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina.”
Flávio conclui sua declaração reafirmando a necessidade de uma política externa que priorize a diplomacia e a cooperação entre os países da região.