Países precisarão investir 1% do PIB em infraestrutura para garantir soberania da inteligência artificial
Investimentos em soberania de IA devem alcançar 1% do PIB até 2029.
Países que implementarem políticas de soberania em inteligência artificial (IA) precisarão destinar pelo menos 1% de seu produto interno bruto (PIB) para infraestrutura tecnológica até 2029. Esta iniciativa é especialmente relevante para nações não ocidentais, que buscam mitigar a influência excessiva de determinados países no desenvolvimento dessa tecnologia.
A soberania de IA, conforme definido por especialistas, refere-se à capacidade de uma nação de controlar o desenvolvimento, a implementação e o uso da inteligência artificial. Fatores como pressões geopolíticas e riscos à segurança nacional têm levado governos e empresas a intensificar seus investimentos em IA soberana.
Além disso, há um crescente receio de que nações e empresas fiquem para trás na corrida tecnológica da IA, o que impulsiona a busca por autossuficiência nesse campo.
Gaurav Gupta, vice-presidente e analista, destaca que a infraestrutura de data centers e fábricas de IA é fundamental para garantir a soberania nesse setor. Ele ressalta que essa infraestrutura verá uma expansão significativa e um aumento explosivo de investimentos, beneficiando diversas empresas.
Projeções indicam que 35% dos países deverão adotar plataformas de IA adaptadas às suas realidades até 2027, utilizando dados contextuais próprios. A dependência dessas plataformas deve crescer de 5% para 35% no mesmo período.
Nações que buscam soberania digital estão intensificando seus investimentos em soluções nacionais de IA, buscando alternativas ao modelo fechado dos Estados Unidos. Isso inclui o desenvolvimento de poder computacional, data centers e modelos que respeitem as leis locais, a cultura e as especificidades regionais.
Modelos de IA localizados têm demonstrado oferecer maior valor contextual, superando modelos globais em áreas como educação, conformidade legal e serviços públicos, especialmente em idiomas que não são o inglês.
