Boulos critica vice de Flávio como união entre rachadinha e orçamento secreto

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Ministro critica escolha de vice na chapa de Flávio Bolsonaro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, levantou preocupações sobre a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Ele descreveu essa decisão como um “casamento perfeito” entre as suspeitas de rachadinha e irregularidades orçamentárias no Poder Legislativo.

Boulos expressou sua opinião de forma enfática, afirmando que a escolha de Gaspar representa uma combinação ideal entre os escândalos de rachadinha e o orçamento secreto. Durante uma entrevista coletiva após uma reunião com centrais sindicais em São Paulo, ele comentou: “Vai dar bodas de ouro”.

A rachadinha diz respeito a investigações sobre o desvio de salários de assessores quando Flávio atuava como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em relação a Gaspar, Boulos mencionou suspeitas que envolvem R$ 6 milhões em emendas Pix, além de uma investigação ligada a uma acusação de estupro de vulnerável.

Apesar das graves acusações, o ministro enfatizou que Gaspar tem o direito à presunção de inocência. Essa ressalva é importante no contexto das discussões sobre ética e legalidade nas práticas políticas.

Além disso, Boulos associou a escolha de Gaspar ao isolamento de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Ele observou que Flávio não conseguiu formar uma coligação sólida, mencionando que as opções de candidatos como Ciro Nogueira (PP) e Tereza Cristina (PP) não se concretizaram, assim como a possibilidade de Michelle Bolsonaro.

Caso Lulinha

Em outro momento da coletiva, Boulos foi questionado sobre as investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. Ele defendeu que a oposição carece de autoridade moral para abordar o tema e assegurou que o governo federal não interfere nas investigações.

O ministro citou a postura do presidente ao comentar sobre as acusações contra seu filho, reiterando que, se houver dívidas, Fábio deve pagá-las. Boulos destacou que as investigações continuam sem qualquer retrocesso, mesmo quando envolvem o filho do presidente.

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